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São Paulo leva 3 do Mirassol na estreia do Paulistão e aumenta preocupação de seu torcedor

A cinco dias da votação do impeachment de Casares, time tricolor é atropelado fora de casa e começa 2026 sob riscos

11 jan 2026 - 22h45
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Envolvido em crise administrativa e política e a dias de votar o impeachment do presidente Júlio Casares, investigado pela Polícia Civil por desvio de dinheiro, o São Paulo começou 2026 como terminou o ano passado: mal. Estreou no Paulistão com derrota por 2 a 0 para o Mirassol, um time, hoje, mais organizado fora e dentro de campo.

Se nos bastidores os dias são péssimos, em campo não é muito diferente para o São Paulo, presa fácil para o Mirassol no Maião. A equipe do interior sofreu um desmanche, mas contratou 11 novos atletas e manteve o principal artífice pela temporada mágica de 2025, o técnico Rafael Guanaes.

O treinador usou boa parte dos novos contratados e viu sua equipe dominar o São Paulo sem problemas, sobretudo no primeiro tempo, etapa em que os donos da casa construíram o resultado.

Um dos 11 jogadores contratados para 2026, o meia argentino Lucas Mugni abriu o placar aos seis minutos, aproveitando rebote de chute de Shaylon. O atacante Alesson ampliou aos 19, valendo-se da sorte e da muito frágil marcação são-paulina.

Livre pela esquerda, o atacante avançou à área e cruzou com a intenção de encontrar algum companheiro. Seu cruzamento rasteiro desviou em Alan Franco e entrou. Teve também sorte o time, que hoje, é superior ao São Paulo em todos os aspectos. O antes soberano está fragilizado.

Mais bem gerido e treinado, o Mirassol nem fez o melhor de seus jogos e até tirou um pouco o pé na etapa final, talvez pelo início da temporada. O São Paulo finalizou mais e registrou maior volume de jogo. Mas nunca controlou as ações nem chegou perto de dominar os anfitriões.

Confortável, o Mirassol administrou a vantagem sem correr riscos e ainda ampliou no fim do jogo, com José Aldo.

Combalido, o São Paulo se preocupa com o que desenha ser uma temporada aterradora. O medo do são-paulino é de que os malfeitos fora de campo respinguem na equipe treinada por Hernán Crespo, que parece não reunir condições de fazer o time prosperar em 2026.

O próximo compromisso do São Paulo é o duelo com o São Bernardo, quinta-feira, às 21h45, um dia antes da votação de os conselheiros se reunirem para votar o processo de impeachment de Casares. Na quarta-feira, às 19h, o Mirassol visita o Primavera em Indaiatuba.

MIRASSOL 3 X 0 SÃO PAULO

  • MIRASSOL: Walter; Daniel Borges, Luiz Otávio, João Victor e Reinaldo; Yuri Lara; Neto Moura (Yuri Lara), José Aldo e Lucas Mugni (Galeano); Shaylon (Eduardo), Alesson (Carlos Eduardo) e André Luis (Renato Marques). Técnico: Rafael Guanaes.
  • SÃO PAULO: Rafael; Ferraresi, Alan Franco e Sabino; Cedric Soares (Maik), Bobadilla, Marcos Antonio, Alisson (Danielzinho) e Nicolas (Ferreira); Tapia (Lucas Moura) e Luciano (Lucca). Técnico: Hernán Crespo.
  • GOLS: Lucas Mugni, aos 6, Alesson, aos 19 do 1ºT; José Aldo, aos 43 do 2ºT.
  • ÁRBITRO: Matheus Delgado Candançan.
  • CARTÕES AMARELOS: Neto Moura, Ferraresi.
  • CARTÃO VERMELHO: Maik.
  • PÚBLICO: 8.167.
  • RENDA: R$ 394.060,00.
  • LOCAL: Estádio José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol.
Estadão
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