Tragédia da Fonte Nova ainda pode ter conseqüências para Bobô
O ex-jogador Raimundo Nonato Tavares, o Bobô, atual presidente da Sudesb (Superintendência de Desportos da Bahia), foi absolvido pela justiça baiana e não poderá ser responsabilizado pela tragédia que causou sete mortes no Estádio da Fonte Nova, em novembro de 2007. Nilo dos Santos Júnior, diretor de operações da Sudesb à época, também foi considerado inocente, mas o caso ainda pode trazer consequências aos dirigentes.
Bobô e Nilo ainda são acusados pelo Ministério Público da Bahia por negligência na solução dos problemas estruturais do estádio. Os dois são réus em ação por improbidade administrativa, que questiona o uso de R$ 1,6 milhões na realização de "obras de fachada", quando havia necessidade de correções mais detalhadas na estrutura da Fonte Nova.
No dia 25 de novembro de 2007, durante confronto entre Bahia e Vila Nova, válido pela Série C do Campeonato Brasileiro, parte das arquibancadas desabou e sete pessoas morreram em consequência da queda. Em agosto do ano passado, Bobô e Nilo já haviam sido inocentados, pois o juiz José Reginaldo Nogueira, da 10ª Vara Criminal de Salvador, não entendeu que fossem cabíveis os enquadramentos nos crimes de homicídio culposo (sem intenção de matar) ou doloso (com intenção).
Em junho, foi iniciado o processo de demolição para o início das reformas no estádio, que podem não acontecer. Os ministérios públicos Federal e do Estado da Bahia encaminharam um pedido para que o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) não concedesse o empréstimo de R$ 400 milhões ao governo baiano para a realização das reformas. As justificativas são possíveis irregularidades financeiras e ilegalidades no projeto.