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Série A2 do Campeonato Paulista tem regulamento novo e promessa de equilíbrio

Equipes se enfrentam em turno único e depois avançam para as quartas de final da segunda divisão estadual

18 jan 2019 04h41
| atualizado em 22/1/2019 às 00h05
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A briga por duas vagas na elite do Campeonato Paulista vai começar neste sábado e a expectativa é que a Série A2 de 2019 seja marcada por muito equilíbrio. Antes da bola rolar, fica difícil apontar os candidatos ao acesso. Tudo pode acontecer com os 16 clubes, mas é bom não bobear nas primeiras rodadas, pois a primeira fase é tiro curto e um início ruim pode custar caro lá na frente.

O regulamento sofreu mudanças em relação ao ano passado, quando apenas os quatro melhores avançavam para as semifinais. Em 2019, os 16 clubes se enfrentam em turno único - 15 jogos - e os oito primeiros se classificam para as quartas de final, que, assim como as semifinais e a final, serão realizadas em jogos de ida e volta. Os finalistas conquistam o acesso à elite e o campeão garante vaga na Copa do Brasil de 2020. Já os dois piores da primeira fase serão rebaixados.

Portuguesa treina antes de estreia na Série A2 do Paulista.
Portuguesa treina antes de estreia na Série A2 do Paulista.
Foto: Portuguesa/Divulgação / Estadão

Além do acesso e da vaga na Copa do Brasil do próximo ano, o campeão da Série A2 recebe uma premiação de R$ 280 mil, enquanto que o vice fica com R$ 200 mil. Com exceção dos dois rebaixados, os outros clubes também receberão uma bonificação dependendo das suas colocações.

Após passar sufoco no ano passado e escapar do rebaixamento nas rodadas finais, a Portuguesa sonha com dias melhores e por isso trouxe um treinador que está acostumado a conquistar acessos no interior paulista. Trata-se do experiente Luis Carlos Martins, ex-Oeste, São Caetano e Mirassol, entre outros.

Dentro de campo, os jogadores mais conhecidos são o zagueiro Flávio Donizete (ex-São Paulo), os meias Gerley (ex-Palmeiras) e Kleiton Domingues (ex-Cruzeiro) e o atacante Anderson Cavalo (ex-Guarani).

O tradicional XV de Piracicaba é outro que promete brigar pelo acesso à elite e vai ter no comando Tarcísio Pugliese, que estava fora do país, na Tailândia, e ficou marcado por bons trabalhos realizados no Luverdense e principalmente no Ituano. A Internacional, de Limeira (SP), e o Taubaté apostaram na continuidade dos trabalhos realizados por João Vallim e Marcelo Martelotte, respectivamente, para alcançarem os seus objetivos.

OS NOVATOS

São quatro "caras novas" nesta Série A2 em relação ao ano passado. Campeão da Série A3 de 2018, o Atibaia é um deles - vai mandar os seus jogos no estádio Benito Agnello, em Rio Claro (SP), pois seu estádio não tem a capacidade mínima para receber os jogos do campeonato -, assim como a vice-campeã Portuguesa Santista, que tem Sérgio Guedes (ex-goleiro de Santos e Ponte Preta) como treinador. Já Linense e Santo André tentam voltar à elite depois de terem sido rebaixados.

Entre os remanescentes do ano passado aparecem o Água Santa, que conta com apoio da cidade de Diadema (SP), e o Nacional, que tem o apoio de um grupo de empresários e pode surpreender. Animado pelo título da Copa Paulista e com a inédita participação na Copa do Brasil, o Votuporanguense também tem o apoio da cidade e um aparelhado estádio - o Plínio Marin. Com boa retaguarda financeira, o Sertãozinho tem condições de brigar por uma boa posição.

Por outro lado, outros clubes entram na competição sob suspeitas. São os casos de Juventus, Penapolense, Rio Claro e São Bernardo.

Estadão
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