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Futebol

Gilmar evita falar de escândalos e diz que CBF deu certo

Rafael Ribeiro/CBF / Divulgação
1 jun 2015
14h07
atualizado às 18h06
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Apesar de ser coordenador de seleções da CBF, Gilmar Rinaldi falou muito pouco sobre os escândalos que envolveram a entidade, nesta segunda-feira, em Teresópolis. Ele até respondeu todas perguntas naturalmente, mas insistiu que vai se preocupar apenas com futebol, sem lidar com questões políticas. Ainda assim, chegou a dizer que a CBF "é um uma das coisas que deu certo no Brasil".

A entrevista coletiva com Gilmar deu pontapé inicial aos trabalhos na Granja Comary, onde será feita a preparação para a disputa da Copa América. E foi inevitável: cerca de metade das perguntas girou em torno dos escândalos da CBF - há uma semana, o ex-presidente José Maria Marin foi preso pela FBI; antes, um contrato da CBF sugeriu que uma empresa estrangeira interfere nas convocações do Brasil.

A estratégia de Gilmar era defender a CBF rapidamente e não se alongar sobre o assunto: "a CBF está voluntariamente prestando informações (para a investigação do FBI) e na parte técnica, do futebol, está dando condições para a gente trabalhar, com toda autonomia possível". O mesmo tom foi utilizado quando Gilmar falou sobre a retirada do nome de Marin da sede da CBF: "isso me parece que foi uma restrição da Fifa, mas eu tive uma reunião com a diretoria, e a parte de futebol está à parte, procurando fazer o melhor com todas condições e deixando os órgãos competentes cuidarem disso".

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Sobre o contrato entre a CBF e a ISE, empresa que estaria interferindo demais nos amistosos do Brasil, Gilmar fez questão de se manifestar: "temos 100% de autonomia. Nunca, em nenhum momento, alguém sugeriu alguma convocação. Tive até uma curiosidade e perguntei para o Felipão se antes tinha isso, mas ele disse que em nenhum momento".

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Também chamou a atenção o discurso político de Gilmar. Em alguns momentos ele parecia até um candidato a presidente do Brasil. Questionado se a torcida nacional estava mais triste com a derrota por 7 a 1 na Copa do Mundo ou com os escândalos da CBF, ele fugiu totalmente do assunto: "acho que o povo brasileiro não fica triste, jamais. É da índole do povo brasileiro, nós conseguimos nos recuperar todos dias. É um povo feliz e trabalhador. Eu me orgulho de fazer parte desse povo.

O mesmo tom foi mantido quando ele comentou sobre uma declaração de Carlos Alberto Parreira. No ano passado, antes da Copa do Mundo, o técnico disse que "a CBF é o Brasil que dá certo". Gilmar concordou: "a CBF é uma das coisas que deu certo no Brasil. Eu morei no Japão e me incomodava quando as pessoas falavam que o País tem isso ou aquilo. Tem muitas coisas que deram certo aqui e me orgulho disso. Falo que sou um ex-jogador da Seleção Brasileira com orgulho. Esse momento atual é mais uma dificuldade que temos que superar e temos que cuidar do futebol", afirmou, fechando com o mesmo discurso com o qual abriu a entrevista.

Fonte: Terra
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