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Roman Abramovich completa, neste mês, uma década à frente do Chelsea

9 jul 2013 - 16h04
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Roman Abramovich é mais do que um bilionário excêntrico que comprou um clube de futebol. O magnata russo é responsável por uma revolução que, a partir da Inglaterra, atingiu o continente europeu. Em julho de 2003, ele demorou apenas dez minutos para chocar o mundo ao pagar 140 milhões de libras (R$ 471 milhões) e tornar-se o proprietário absoluto do Chelsea. A partir daí, ganhou seguidores, colecionou contratações milionárias e colocou os Blues na rota dos gigantes do planeta.

Discreto fora de campo, Abramovich nunca abriu a boca em público, recusando-se a dar entrevistas. Em contrapartida, o comportamento no mercado é de um homem sem medo de gastar dinheiro em contratações e pouco preocupado se o clube londrino fechará a temporada no azul.

Logo na primeiro ano, o russo mostrou a que veio e trouxe três dos cinco jogadores mais caros do vaivém: Verón, Crespo e Duff. Pelo trio, pagou 66,5 milhões de libras (R$ 193 milhões). Na temporada seguinte, foi a vez de tirar Drogba do Olympique de Marselha. Com o bilionário, a Inglaterra passou a figurar no topo entre as ligas compradoras.

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Ao mesmo tempo que levou o Chelsea às glórias, Abramovich também chegou a um prejuízo recorde na Premier League (R$ 2,9 bilhões) quase o mesmo valor gasto com reforços durante a década.

- Abramovich é um homem teimoso, impaciente e de poucas expressões. Raras vezes demonstra irritação. Acredito que a relação com o Chelsea ainda terá novos capítulos e muitos anos pela frente. Segundo relatam as pessoas mais próximas, ele está empolgado com a experiência na Inglaterra e não vai parar tão cedo - garante John Brodkin, jornalista do "The Guardian".

Manchester City e Paris Saint-Germain pegaram carona no sucesso do oligarca e montaram times com cifras altíssimas, todas provenientes do capital estrangeiro. O Monaco é o novo “aventureiro”. Mas, como toda ação gera uma reação, a Uefa colocará em prática o Fair Play financeiro, obrigando os ricos a não gastarem mais do que arrecadam.

QUANTO GASTOU POR TEMPORADA*

2003-2004 - 151,5 milhões de libras ou R$510,1 milhões

2004-2005 - 142,4 milhões de libras ou R$479,4 milhões

2005-2006 - 80,7 milhões de libras ou R$271,7 milhões

2006-2007 - 83,3 milhões de libras ou R$280,4 milhões

2007-2008 - 53,5 milhões de libras ou R$180,1 milhões

2008-2009 - 26,8 milhões de libras ou R$90,2 milhões

2009-2010 - 26,4 milhões de libras ou R$88,8 milhões

2010-2011 - 111,3 milhões de libras ou R$374,4 milhões

2011-2012 - 91,3 milhões de libras ou R$307,4 milhões

2012-2013 - 101,3 milhões de libras ou R$341 milhões

Total: £868 milhões ou R$ 2,9 bilhões

(*números do Transfermarkt)

Reforço mais caro: Fernando Torres. Comprado junto ao Liverpool por 51,5 milhões de libras ou R$ 149,4 milhões, a sétima maior transição da História do futebol.

MAIS NÚMEROS

Títulos: 11

Premiere League: 2004-05, 2005-06 e 2009-10

Copa da Inglaterra: 2007, 2009, 2010, 2012

Copa da Liga: 2005 e 2007

Liga dos Campeões da Europa: 2011-2012

Liga Europa: 2012-2013

Técnicos: 9 (10 mudanças)

Claudio Ranieri - Até 2004

José Mourinho - 2004-2007

Avram Grant - 2007-2008

Luiz Felipe Scolari - 2008-2009

Guus Hiddink - 2009

Carlo Ancelotti - 2009-2011

André Villas-Boas - 2011-2012

Roberto Di Matteo - 2012

Rafael Benítez - 2012-2013

José Mourinho - 2013

CONTRATAÇÕES

Sucesso

Cech, Ashley Cole, Makélélé, Drogba, Robben, Anelka, Ballack, Belletti, Ramires, Mata, Oscar, David Luiz e José Mourinho.

Não brilharam

Crespo, Verón, Shevchenko, Deco, Fernando Torres, André Villas-Boas e Luiz Felipe Scolari.

Cobiças frustradas

Pep Guardiola, Daniel Alves, Falcao García, Neymar, Ibrahimovic, Cavani, Kaká e Rooney.

BATE-BOLA:

Ramires: Volante e titular do Chelsea

LANCE: Como é a relação do Abramovich com o elenco? Ele conversa com os jogadores, está presente nos treinos ou mantém a distância?

RAMIRES: Na verdade, ele é pouco visto. Conversamos apenas em cerimônias de final de ano e quando fui contratado. Ele aparece mais nas festas de título. Quase não se dirige aos jogadores.

LANCE: O fato de não apostar em projetos de longo prazo cria um clima de instabilidade?

RAMIRES: É o papel dele. Não po-demos contestar as decisões tomadas.

COM A PALAVRA:

Amir Somoggi - Especialista em marketing esportivo

O Chelsea pode ter aumentado o investimento e crescido no campo esportivo, mas nunca será maior do que Manchester United, Barcelona e Real Madrid em termos de grandeza global porque fatura bem menos com venda de produtos e número de torcedores. Se um dia o Abramovich se cansar, o clube não tem como pagar a conta.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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