Galvão comanda festa corintiana: "o mundo é um bando de loucos"
O mundo é preto e branco. É isto que decretou Galvão Bueno neste domingo, na narração da final do Mundial de Clubes, conquistada pelo Corinthians em vitória sobre o Chelsea por 1 a 0 em decisão disputada no Estádio de Yokohama, no Japão. O locutor pintou a festa corintiana com os tons do clube e destacou a presença da torcida na arena: a expressão "bando de loucos" foi citada seis vezes durante o jogo.
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Com o início da partida, Galvão optou por analisar e prever como seria a atuação do árbitro turco Cüneyt Çakir. "Insisto nessa tese. O futebol turco é muito mais duro", opinou o locutor, enquanto o juiz marcava poucas faltas e deixava o jogo seguir, como costuma ocorrer fora do Brasil. "O tipo de arbitragem turca é muito parecida com o estilo inglês", completou.
Apesar de lembrar frequentemente do árbitro, o foco do narrador no primeiro tempo era a torcida. "Bando de loucos" foi a expressão mais citada por Galvão nos 45 minutos iniciais, nos quais o Corinthians teve atuação segura e enfrentou o Chelsea de igual para o igual.
Na equipe inglesa um dos nomes mais repetidos pelo locutor era o defensor Gary Cahill, que formou dupla de zaga com David Luiz, mas que o narrador indicou como lateral. "Agora, que ele é cintura dura e não joga nada...", brincou Galvão. "Anota o nome dele: Cahill. Esse é o cara. É em cima dele que tem que jogar."
Na sequência da partida, o goleiro Cássio passou a se destacar e ser exaltado pelo narrador. "Gigante Cássio no gol!", destacou o locutor, repetindo o apelido recém-criado quando o arqueiro corintiano era citado.
Aos 23min do segundo tempo, Paolo Guerrero aproveitou sobra de chute de Danilo e cabeceou para fazer o gol do título alvinegro. "Artilheiro é artilheiro!", destacou Galvão, exaltando a presença do peruano na área. "Eeeeeeeenlouquece o torcedor do Corinthians em Yokohama!"
Com o fim do jogo se aproximando, o Chelsea tentava uma reação, mas pouco ameaçava. Já aos 46min, Torres cabeceou após cruzamento de Oscar e desviou para o fundo das redes. Antes que Galvão pudesse narrar, o comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho gritou "impedido!" e explicou que não queria que um torcedor no Brasil tivesse uma parada cardíaca. "Mandou bem", respondeu o narrador.
Com 49min do segundo tempo, o jogo foi encerrado e Galvão pôde reafirmar: "o mundo hoje é preto e branco!". Comandando a festa do título como já fez em tantas outras conquistas que já cobriu, o locutor animava a torcida enquanto os jogadores se divertiam no gramado. "Hoje o mundo é um bando de loucos! É o Corinthians bicampeão mundial em Yokohama!", decretou. "Faça a festa torcedor corintiano, porque o mundo hoje é preto e branco!"
Antes do fim da transmissão, ainda houve espaço para uma gafe de Galvão. David Luiz subiu ao pódio para receber o prêmio de segundo melhor jogador do Mundial de Clubes, sendo que o goleiro Cássio ficou com a Bola de Ouro. "Só dá brasileiro!", disse o narrador, esquecendo-se que Guerrero, o vencedor da Bola de Bronze, é peruano.