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Mundial de Clubes

De "esquecido" a ídolo do Corinthians: veja trajetória de Cássio

19 dez 2012 - 13h10
(atualizado às 13h17)
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Um goleiro que fez menos de 20 jogos em quase cinco anos no futebol europeu foi a aposta do Corinthians para reforçar a posição e ser uma "sombra" para o titular Júlio César no início deste ano. E quem poderia apostar que daria tão certo? De "esquecido" no PSV, da Holanda, Cássio se tornou um ídolo alvinegro e foi determinante nas conquistas da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012, títulos que colocam o time do Parque São Jorge como a equipe mais bem-sucedida do País nesta temporada. E muito disso passa pelas mãos do camisa 12.

Cássio fez grande defesa em chute de Diego Souza e salvou o Corinthians
Cássio fez grande defesa em chute de Diego Souza e salvou o Corinthians
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

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Cássio Ramos nasceu em Veranópolis, interior do Rio Grande do Sul, em 6 de junho de 1987. Seu tio era massagista do time local, o Veranópolis Esporte Clube, e o garoto sempre o acompanhava nas partidas da equipe. Cássio tinha seis anos quando o Veranópolis conquistou sua maior glória, a Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho, em 1993. O técnico do time na ocasião? Um novato chamado Tite. Ninguém sabia, mas era um presságio do que aconteceria no futuro, 19 anos depois.

A carreira profissional começou no Grêmio, onde Cássio fez sua estreia em 2006: teve que substituir o titular Galatto, aos 19 anos, em uma partida fora de casa contra o Fluminense. A equipe gaúcha venceu por 2 a 1, mas foi o único jogo oficial do goleiro pelo clube do Olímpico. No fim do ano seguinte, foi vendido ao PSV Eindhoven, da Holanda, assinando um contrato de cinco temporadas.

Chegou à Holanda com um currículo que já incluía a Seleção Brasileira. Em 2007, foi destaque na conquista do Sul-Americano Sub-20: começou como terceira opção, atrás de Felipe e Muriel, mas tomou a titularidade e não saiu mais. No mesmo ano, foi titular do Mundial Sub-20, quando o Brasil foi eliminado pela Espanha nas oitavas de final. E ainda ganhou uma convocação para a Seleção principal, com Dunga, após Hélton ser cortado de amistosos contra Chile e Gana.

O futuro era promissor, mas Cássio mal jogou na Europa. Desembarcou no PSV em 2008, mas só foi estrear no ano seguinte. Depois, foi emprestado até o meio de 2009 para o pequeno Sparta Rotterdam: foi titular em 14 partidas, mas o time acabou rebaixado. De volta ao PSV, seguiu amargando a reserva do sueco Andreas Isaksson, titular da seleção de seu país. Em 2010/11, foram só três jogos disputados. Cássio resolveu voltar para o Brasil, e o contrato com o clube de Eindhoven foi rescindido em setembro de 2011.

O Corinthians foi quem apostou em sua contratação. Com status de desconhecido para a maior parte da torcida, Cássio repetiu o script do Sul-Americano de 2007, e começou 2012 como terceiro goleiro. Mas quando Júlio César falhou duas vezes na eliminação diante da Ponte Preta, no Campeonato Paulista, não foi Danilo Fernandes quem ganhou a vaga. Impressionando a comissão técnica do Corinthians nos treinos, pelo tamanho de 1,95 m e pelos reflexos embaixo das traves, Cássio ganhou a chance de ser titular no mata-mata da Libertadores.

O gaúcho já havia feito um jogo pelo Paulista, contra o XV de Piracicaba, mas havia sido pouco testado. Diante do Emelec, no Equador, pelas oitavas de final da sonhada Copa Libertadores, a história foi diferente. O goleiro teve grande atuação e garantiu o empate sem gols fora de casa, sendo aclamado como grande responsável pelo resultado. Na volta, um confortável 3 a 0 no Pacaembu.

A Libertadores seguiu consagrando Cássio. Nas quartas, contra o Vasco, uma defesa cara a cara com Diego Souza garantiu a vitória em casa por 1 a 0 - o lance é visto pelo próprio goleiro como o mais importante de sua trajetória no Corinthians. Na semifinal, duas grandes atuações para ajudar a eliminar o então campeão, o Santos de Neymar. E na decisão contra o Boca Juniors, Cássio novamente foi frio e seguro, tornando-se peça fundamental para a inédita conquista corintiana.

O time deixou o Campeonato Brasileiro em segundo plano para se preparar para o Mundial de Clubes em dezembro, no Japão. Mesmo assim, Cássio foi chamado por Mano Menezes para a Seleção: ficou no banco de Diego Alves em amistosos contra África do Sul e China, em setembro.

A escolha de priorizar o Mundial se mostrou acertada. Após uma semifinal nervosa contra o Al Ahly, do Egito, chegou a grande final contra o bilionário Chelsea, da Inglaterra. O Corinthians jogou bem, mas o nome do jogo foi, de novo, Cássio. Ele salvou o time paulista com quatro grandes defesas em finalizações de Cahill, Moses, Hazard e Torres, e acabou eleito o melhor jogador da competição. Um roteiro perfeito para um jogador que, aos 25 anos, não quer mais ver seu talento sendo desperdiçado.

Fonte: Terra
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