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Com hegemonia europeia, Mundial de Clubes começa nesta quarta

12 dez 2018
08h07
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O Mundial de Clubes da Fifa começa nesta quarta-feira sem a presença do futebol brasileiro, que não conseguiu sequer classificar para a final da Copa Libertadores. Caberá ao River Plate da Argentina a missão de conduzir os sonhos dos sul-americanos de quebrarem a hegemonia do futebol europeu. Os sul-americanos não dão a volta olímpica desde 2012, quando o Corinthians bateu o Chelsea na grande final. Mas a tarefa dos argentinos não é fácil, pois, mais uma vez, o favoritismo recai todo nas costas do Real Madrid, atual campeão.

O torneio será realizado mais uma vez nos Emirados Árabes Unidos, que retornou a ser a sede ano passado, depois de duas temporadas no Japão. A expectativa é grande por parte da Fifa, mesmo com este modelo estando com os dias contados. Isso porque a entidade máxima do futebol planeja um torneio de quatro em quatro anos, com mais participantes e iniciando em 2021.

"Temos que viver o Mundial de Clubes deste ano e esquecer o que pode acontecer no futuro. O torneio deste ano tem tudo para ser empolgante", disse o italiano Giovanni Infantino, presidente da Fifa.

A história do torneio

Entre 1960 e 1999 o Mundial de Clubes foi disputado apenas entre representantes da Europa e da América do Sul. Até 1979 era um jogo na América do Sul e outro na Europa. A partir de 1980, como ganhou o patrocínio de uma fábrica japonesa de automóvel, o torneio passou a ser disputado em um único jogo no Japão, conhecido como Copa Toyota. Até então, a Fifa não dava seu aval e não considerava a taça como oficial.

Diante disso, em 2000, a entidade máxima do futebol mundial decidiu organizar o torneio, dessa vez com a presença de todos os continentes, e a sede inicial foi o Brasil. O Corinthians ficou com a taça após bater o Vasco numa final brasileira, mas os europeus, que já não curtiam o modelo anterior, passaram a boicotar a competição, que sofreu uma mudança cincos anos depois.

E foi em 2005 que a Fifa, colocando muito dinheiro para atrair os europeus e escolhendo o Japão como sede para não criar maiores problemas com o antigo patrocinador e acabar com o modelo anterior, conseguiu consolidar a competição.

Edição de 2018

Além de River Plate e Real Madrid, disputam o torneio o Al Ain, representante dos Emirados Árabes Unidos, país-sede, o Team Wellington, da Nova Zelândia, campeão da Oceania, o mexicano Chivas Guadalajara, campeão da Concacaf, o Kashima Antlers, japonês campeão da Ásia, e o Espérance, do Marrocos, campeão africano.

Único duelo da primeira fase, Al Ain e Team Wellington duelam nesta quarta-feira, às 13h30 (de Brasília), no Estádio Hazza bin Zayed, valendo uma vaga nas quartas de final. O time que avançar enfrentará o Espérance e cairá do lado da chave que tem o River Plate como semifinalista garantido.

Sem partidas da primeira fase, o outro lado da chave já se inicia nas quarta, onde Chivas Guadalajara e Kashima Antlers se enfrentam no sábado por uma lugar na semifinal para enfrentar o poderoso Real Madrid.

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