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Libertadores e Sul-Americana esvaziam Brasileiro

2 ago 2019 - 12h26
(atualizado às 12h38)
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O sucesso dos sete clubes brasileiros que já chegaram às quartas de final da Libertadores e da Copa Sul-Americana é um paradoxo. Permite ao mesmo tempo mais visibilidade internacional a cada um deles e um certo desprezo pelo Brasileiro, o que se confirma quando seus treinadores optam por times reservas ou mistos.

Jogadores do Flamengo comemoram vitória após a partida entre Flamengo e Emelec, válida pela Copa Libertadores da América 2019
Jogadores do Flamengo comemoram vitória após a partida entre Flamengo e Emelec, válida pela Copa Libertadores da América 2019
Foto: Wallace Teixeira / Futura Press

Pelo jeito, isso vai continuar ocorrendo com frequência entre os sete grandes envolvidos nos torneios continentais: Flamengo, Internacional, Palmeiras e Grêmio, na Libertadores; e Corinthians, Atlético-MG e Fluminense na Sul-Americana.

Pela primeira vez na história, sete grandes se veem praticamente na metade do Brasileiro divididos com compromissos em outros torneios, para os quais avançaram até as fases finais.

Tudo isso está atrelado à mudança de calendário do futebol na América do Sul, que entrou em vigor em 2017. Se antes, a Libertadores era uma competição do primeiro semestre de cada ano, passou a ser realizada em tempo integral, de janeiro a novembro ou dezembro.

A Copa Sul-Americana também foi estendida. Até 2016, era disputada basicamente de agosto até dezembro. A partir de então, ganhou mais datas e acabou esticada de fevereiro a dezembro.

Além disso, ainda há pela frente as semifinais da Copa do Brasil, reunindo Cruzeiro, Athletico-PR, Grêmio e Internacional, o que significa dizer que por algumas rodadas do Brasileiro esses times vão poupar seus titulares.

A própria Copa do Brasil até 2012 era uma competição que terminava no início do segundo semestre, em geral em julho. Desde 2013, no entanto, ocupa quase o ano inteiro.

Sem condições de manter elencos com potencial para essa maratona, a maioria dos clubes fica sem alternativa e prefere recorrer aos reservas em jogos do Brasileiro. Isso afeta a qualidade técnica da principal competição do País.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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