Jogadora da Seleção receberá indenização da Uber; entenda
Atleta da Seleção Brasileira de paracanoagem vence ação judicial e receberá indenização após motorista de aplicativo recusar corrida ao vê-la cadeirante.
A atleta paralímpica Andrea Pontes e Silva, integrante da Seleção Brasileira de paracanoagem, venceu uma ação judicial contra a empresa de transporte por aplicativo Uber após ter uma corrida recusada por um motorista ao perceber que ela utilizava cadeira de rodas. A Justiça determinou o pagamento de indenização por danos morais.
O episódio ocorreu em agosto de 2025, quando Andrea solicitou uma corrida saindo de sua residência, na Asa Norte, em Brasília, com destino ao Aeroporto da capital. Ao chegar ao ponto de embarque e notar que a passageira era cadeirante, o motorista cancelou a viagem e se recusou a realizar o transporte, mesmo com a cadeira sendo dobrável e compatível com o veículo.
Corrida recusada gerou constrangimento
Segundo relato apresentado no processo, a situação causou constrangimento à atleta, principalmente porque ela estava próxima do horário de fechamento do check-in para seu voo. Diante do ocorrido, Andrea ingressou com ação na Justiça pedindo reparação por danos morais.
A decisão foi proferida pela juíza Oriana Piske, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que entendeu que houve conduta discriminatória no cancelamento da corrida. A magistrada ressaltou que a prestação de serviços de transporte ao público não pode excluir passageiros em razão de deficiência.
Quem é Andrea Pontes e Silva
Andrea Pontes tem 44 anos e é natural de Pelotas (RS). Antes de se tornar atleta paralímpica, ela praticava vôlei e chegou a se formar em Direito, atuando como advogada. Em 2007, um grave acidente de carro a deixou paraplégica.
Anos depois, encontrou na canoagem adaptada um novo caminho no esporte. Desde então, construiu carreira na paracanoagem e chegou ao alto rendimento, tornando-se campeã mundial da modalidade em 2023 e representando o Brasil em competições internacionais.
Atuação fora do esporte
Além da trajetória esportiva, a atleta também atua na promoção da inclusão. Andrea é presidente da ONG Una Parque, entidade voltada à acessibilidade e ao incentivo da prática esportiva para pessoas com deficiência.