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Investigado, presidente da Fifa faz autoelogio: 'Dissemos nunca mais à corrupção'

Gianni Infantino afirma ainda que a entidade era 'um lugar tóxico' há cinco anos, antes de sua chegada em fevereiro de 2016

18 set 2020
14h16
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Sob investigação de corrupção na Suíça, o presidente da Fifa, Gianni Infantino fez um elogio ao seu próprio trabalho durante a abertura da 70ª edição do congresso anual da entidade máxima do futebol, nesta sexta-feira, de forma on line.

"Na nova Fifa o dinheiro já não desaparece e vai para onde tem que ir, ajudar o futebol"", disse o dirigente que revelou um plano de apoio para as associações nacionais e confederações de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,9 bilhões). "Temos um sistema muito transparente. A Fifa não está diante de uma crise, mas o futebol está. E a Fifa está aqui para ajudar com um plano histórico para superar um momento sem parâmetros no esporte."

O dirigente afirmou que a Fifa era "um lugar tóxico" há cinco anos, antes de sua chegada em fevereiro de 2016 e defendeu a investigação a que esta´sendo submetido pelas autoridades suíças para "liberar a Fifa das sombras do passado".

"Não podemos conduzir a organização para o futuro se somos presos ao passado. Por isso, estive em Washington há dois dias com as autoridades dos Estados Unidos para demonstrar que não queremos voltar aos problemas do passado. Dissemos nunca mais à corrupção, pois fomos castigados por ela e a expulsamos."

Segundo Infantino, a Fifa está em boas condições financeiras por causa de uma "boa gestão, conservadora e com condições de usar reservas para enfrentar a crise mundial". O próximo desafio, segundo ele, é voltar a ter torcedores nos estádios.

"O futebol sem público não é o mesmo, mas temos de ter a saúde em primeiro lugar. Desta forma, precisamos encontrar uma forma de voltar à normalidade e com os estádios cheios. Esperamos que a normalidade do futuro seja melhor do que do passado", disse o presidente da Fifa, diante de 211 associações.

Estadão
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