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Espanha

Fifa abre processo contra Federação Espanhola por cânticos racistas

Torcedores entoaram ofensas em amistoso contra o Egito; caso repercute e gera críticas, com posicionamento de Lamine Yamal

7 abr 2026 - 19h15
(atualizado às 19h15)
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Lamine Yamal repudiou os cânticos no amistoso contra o Egito –
Lamine Yamal repudiou os cânticos no amistoso contra o Egito –
Foto: Aitor Alcalde/Getty Images / Jogada10

A Fifa abriu um processo disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol por causa de incidentes ocorridos em um amistoso entre Espanha e Egito na última Data Fifa de março. A entidade espanhola já foi oficialmente informada sobre o caso. O motivo da investigação são cânticos racistas e ofensivos entoados por parte da torcida no Estádio RCDE, em Cornellà-El Prat. Cerca de dez minutos após o início da partida, torcedores começaram a cantar "quem não pula é muçulmano", repetindo a provocação pouco depois.

Além disso, houve ataques direcionados a Vini Jr, chamado de "bola de praia", e vaias durante o hino nacional do Egito. Um pequeno grupo também fez insultos ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

Diante da situação, a organização do jogo tomou medidas ainda durante a partida. No intervalo, os telões exibiram um aviso lembrando que a legislação esportiva pune comportamentos violentos, racistas ou discriminatórios. Pelo sistema de som, o público também recebeu orientações para evitar esse tipo de atitude.

Mesmo assim, os cânticos voltaram no início do segundo tempo, mas desta vez acabaram sendo reprovados por grande parte dos torcedores presentes, com vaias. A advertência foi repetida no estádio. A própria Federação Espanhola se manifestou nas redes sociais, reforçando que condena qualquer forma de racismo e violência no futebol.

Lamine Yamal repudiou os cânticos no amistoso contra o Egito –
Lamine Yamal repudiou os cânticos no amistoso contra o Egito –
Foto: Aitor Alcalde/Getty Images / Jogada10

Repercussão no mundo do futebol

O caso gerou forte repercussão na Espanha. O governo, partidos políticos e diferentes setores da sociedade criticaram os atos, que já estão sendo investigados pela polícia local e encaminhados à Justiça. Ao mesmo tempo, representantes da comunidade islâmica e nomes do futebol também se posicionaram contra o ocorrido.

Além disso, um dos que se manifestaram foi Lamine Yamal. Em suas redes sociais, o jogador lamentou o episódio.

"Sou muçulmano, graças a Deus. Sei que o canto não estava direcionado a mim, mas continua sendo desrespeitoso e inaceitável. Usar uma religião como forma de ofensa mostra ignorância. O futebol deve ser um espaço de respeito, não de preconceito", afirmou.

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Jogada10
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