Em busca do título que falta, Rodri supera lesão e volta a ser pilar da Espanha
Capitão da seleção volta a jogar em alto nível na Copa e lidera equipe contra a Bélgica nesta sexta, pelas quartas de final
Campeão de praticamente tudo na carreira, Rodri persegue nos Estados Unidos o título que lhe falta: a Copa do Mundo. Capitão da Espanha, o meio-campo voltou a jogar futebol em altíssimo nível após mais de um ano e meio com problemas físicos e é o principal pilar que garante a solidez da equipe.
Recentemente, Pep Guardiola, seu técnico no Manchester City por sete anos, decretou que "o melhor Rodri só será visto de verdade na Copa do Mundo de 2026". Até aqui, a afirmação faz sentido. Afinal, o jogador é visto no campo todo e se recusa a errar passes.
O adversário das quartas de final é a Bélgica, nesta sexta-feira, às 16h, em Los Angeles. Nada que assuste a Fúria, que embalou neste Mundial e vem da conquista da Eurocopa de 2024. Aliás, o eventual bicampeonato mundial colocaria a seleção em patamar similar ao da geração de 2008-2012. Mas o volante evita a disputa.
"Ir mais longe é difícil de dizer, porque acho que aquela foi a melhor geração de toda a história. Duas Eurocopas e uma Copa do Mundo… ninguém conseguiu isso. Mas, evidentemente, tentamos fugir das comparações com aquela geração", disse Rodri.
"Não chego aos 32 anos"
O meia foi eleito o melhor em campo na vitória sobre Portugal, pelas oitavas de final, na útima segunda-feira. O prêmio só reforça a sua volta por cima, depois da grave lesão de ligamento do joelho direito que sofreu em setembro de 2024. Durante a recuperação, Rodri, de 30 anos, admitiu que pensou em parar de jogar. Afinal, sempre foi um dos jogadores que liderou a reclamação sobre os excessos do calendário do futebol.
"Quando terminou a Eurocopa que ganhamos, eu estava extremamente desgastado por ter chegado às fases finais de tudo durante cinco ou seis anos consecutivos. Mais do que fisicamente, mentalmente eu não sabia como lidar com isso por conta da exaustão. Ou eu paro, ou não chego aos 32 anos. É preciso saber dosar o ritmo, porque o corpo tem um limite claro e todos nós temos um prazo de validade", afirmou o camisa 16.
De fato, até seu joelho estourar, Rodri havia atuado em 305 jogos pelo Manchester City e pela seleção da Espanha, em uma média de 61 partidas por ano em cinco temporadas seguidas. Em maio de 2024, chegou a bater o recorde mundial de invencibilidade, ao alcançar 74 jogos sem perder. No mesmo ano, ganhou a Bola de Ouro da revista France Football, em acirrado duelo com Vini Jr.
Títulos de Rodri na carreira:
Atlético de Madrid
Supercopa da UEFA: 2018
Manchester City
Supercopa da Inglaterra: 2019
Copa da Liga Inglesa: 2019-20, 2020-21 e 2025-26
Premier League: 2020-21, 2021-22, 2022-23 e 2023-24
Copa da Inglaterra: 2022-23 e 2025-26
Liga dos Campeões da UEFA: 2022-23
Supercopa da UEFA: 2023
Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2023
Seleção da Espanha
Liga das Nações da UEFA: 2022-23
Eurocopa: 2024
Para o meio-campo, o segredo da Espanha é respeitar o jogo e o esquema tático e se doar como se não fosse uma das favoritas.
"Eu sempre costumo dizer uma frase: acho que esta equipe corre como um time pequeno e joga como um time grande. Acredito que essa é a marca que o Luis (de la Fuente) transmitiu desde que chegou. Ser humilde, correr mais do que qualquer um, saber o quanto as coisas são difíceis e estar sempre preparado para tudo".
Proposta do Real Madrid
Após o Mundial, com ou sem título, Rodri pode pode voltar à Espanha, onde se destacou por Villareal e Atlético de Madrid. Afinal, tem proposta do Real para deixar Manchester depois de sete temporadas de sucesso.
Questionado sobre o assunto, não garantiu sua permanência. Ele tem contrato com os Citizens até junho de 2027 e pode respirar novos ares.
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