Crise leva presidente do Estrela Vermelha a renunciar
O presidente do Estrela Vermelha de Belgrado, Dobrivoje Tanasijevic, decidiu renunciar ao cargo nesta sexta-feira após admitir não poder enfrentar a crescente crise econômica que o clube sérvio atravessa, segundo informou a agência de notícias Tanjug.
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Tanasijevic explicou que deixa o cargo devido à impossibilidade de cooperar com alguns membros da direção. O agora ex-presidente, porém, não deu mais detalhes a respeito.
A imprensa sérvia especula que, na verdade, sua renúncia foi forçada pelos influentes ultras, os Delije, que não gostavam da gestão da direção, incapaz de fazer frente à dívida de 22,3 milhões de euros (cerca de R$ 65 milhões).
Outros diretores também se retiraram, incluindo o vice-presidente Vladimir Jugovic, lenda do clube e que já defendeu, entre outros, Juventus, Lazio e Inter de Milão.
O presidente interino será nomeado na próxima segunda-feira, mas os nomes dos candidatos ainda não são conhecidos. "Minha saída vai interromper a recuperação econômica do clube e o saneamento da dívida", destacou Tanasijevic, que ficou à frente do clube durante apenas cinco meses.
A conta corrente do clube campeão europeu e mundial em 1991 está bloqueada e os jogadores não recebem salário há vários meses. O Estrela Vermelha, porém, confia na receita proveniente das transferências de jogadores para sair do buraco.
O Estrela Vermelha tem para receber 3,5 milhões de euros (cerca de R$ 10 milhões) do Racing por Nikola Zigic, 1,5 milhão (cerca de R$ 4,3 milhões) do Everton pelo equatoriano Castillo e 1 milhão (cerca de R$ 2,9 milhões) do Lens por Nenad Milovanovic.
Também se prevê a venda ainda no primeiro semestre de Nenad Milijas e Ognjen Koroman, o que poderia resolver os problemas financeiros a médio prazo.
O Estrela Vermelha estava na antiga Iugoslávia protegido politicamente como símbolo do unitarismo e da própria Sérvia, mas perdeu sua condição de intocável após a democratização e a detenção do ditador Slobodan Milosevic, a partir de 2000.
Em seus tempos de ouro, conseguiu 25 títulos nacionais, dos quais 19 foram na antiga Iugoslávia, cinco em Sérvia e Montenegro e um na Sérvia independente.
Em seus grandes times jogaram nomes como Dragan Dzajic, Dragoslav Sekularac, Vladimir Petrovic, Dusan Savic, Dejan Savicevic, Darko Pancev, Robert Prosinecki, Darko Kovacevic, além do já citado Stojkovic.