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Futebol Internacional

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Atacante brasileiro trabalhou em lava rápido e mercado após ficar sem clube e virou ídolo do outro lado do mundo

Após deixar o interior paulista, atacante superou lesão, trabalhou fora do futebol e alcançou destaque na Europa

12 mai 2026 - 04h59
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Matheus Aiás comemora gol pelo Noah FC
Matheus Aiás comemora gol pelo Noah FC
Foto: Reprodução/Instagram/Noah FC

Matheus Aiás, de 29 anos, nasceu na pequena cidade de Palmares Paulista, mas foi na Europa que teve a oportunidade de vida. Longe das plantações de cana do local em que nasceu, o atacante construiu a maior parte da carreira no futebol espanhol e virou ídolo em um país com uma cultura antes pouco conhecida por ele: a Armênia. 

Com 28 gols marcados em pouco mais de um ano, o brasileiro se tornou o maior artilheiro da ainda recente história do Noah, que faz parte de um projeto ambicioso que alcançou a conquista do campeonato nacional e virou presença na Conference League. O sucesso a quase 12 mil quilômetros de casa, porém, ficou perto de não acontecer. 

Uma lesão no tornozelo quando estava em período de transição para o sub-17 das categorias de base do Cruzeiro o fez voltar para a cidade natal. Sem clube, começou a trabalhar em estabelecimentos locais.

“Acabei voltando pra casa e não tinha clube, não tinha nada. Comecei a trabalhar primeiro lavando carros, depois saí do lava rápido e fui trabalhar no mercado. Também fazia bico de pintor com um amigo e no final de semana ele pagava pelo serviço. Nesse meio tempo, um dia eu estava jogando um campeonato amador, um cara me viu e me chamou pra fazer teste na Ponte Preta”, conta ao Terra

Embora tenha hesitado inicialmente, Aiás foi para Campinas e conseguiu ser aprovado no teste. No Moisés Lucarelli, ganhou moral com a diretoria pontepretana e ouviu promessas de que seria aproveitado entre os profissionais, mas uma proposta da Udinese o levou a terminar a formação no futebol italiano.

“A minha motivação [de ir pra Itália] foi a garantia de eu ter cinco anos de contrato. A Ponte relutou muito em vender, eles não queriam, falaram que iam me valorizar no profissional e que eu ia valer muito mais, mas eu queria ir. Falei que se não liberassem, meu contrato ia acabar em dezembro e sairia de graça, mas não era o que eu queria. A Ponte abriu as portas e eu queria que todo mundo ficasse satisfeito”, explica. 

Com o salário em euro e a garantia de um contrato de longa duração, o atacante conseguiu mudar a história de sua família. Entre os gols em Itália, Espanha, Estados Unidos, Portugal e Armênia, a maior conquista foi com a compra da casa própria para os pais.

“Meu pai era fiscal e cortava cana. Minha mãe também cortava cana e depois passou a ser faxineira. Foi uma situação em que eu pude dar um conforto para eles. O sonho sempre foi dar uma casa própria pra minha mãe e esse sonho eu realizei”, celebra o jogador de futebol.

Já na Armênia, Aiás não tem suas memórias marcantes apenas em gols e vitórias no futebol local. Na Conference League de 2024/25, o atacante teve a oportunidade de enfrentar o Chelsea, em Londres. O resultado foi dos piores: 8 a 0 para os ingleses, mas o sentimento passou longe de ser de tristeza.

“A gente teve oportunidade de jogar no Stamford Bridge contra o Chelsea no ano passado. Foi uma felicidade. Perdemos feio, mas é uma experiência que não é todo dia que você joga contra o Chelsea, ainda mais um clube da Armênia, um clube pequeno perante os outros”, conta.

Antes de chegar ao futebol da Armênia, Aiás passou por Granada (Espanha), Mirandés (Espanha), Orlando City (Estados Unidos), Real Oviedo (Espanha), Racing Santander (Espanha) e Moreirense (Portugal). O sonho, porém, é voltar ao futebol brasileiro.

“É até estranho falar, mas vejo jogadores brigando com a torcida ou o dirigente, essas coisas que acontecem no Brasil, mas é uma satisfação tremenda. Na Armênia, não tem essa pressão e você entra num comodismo. Essa pressão é boa pro jogador ficar confortável. Eu queria estar vivendo aquilo, o cara tava me xingando pra melhorar e eu fazendo um gol e mostrando pra ele que estamos todo mundo junto”, completa.

Fonte: Portal Terra
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