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Guerrero se despede dos jogadores do Flamengo e Réver lamenta saída

Peruano vai ao CT para cumprimentar colegas e deve assinar contrato com o Inter nos próximos dias

10 ago 2018
22h38
atualizado às 22h38
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O centroavante Paolo Guerrero foi nesta sexta-feira ao CT do Flamengo para se despedir dos jogadores. O peruano está próximo de assinar contrato com o Internacional. O anúncio oficial depende apenas da realização de exames médicos do atleta no clube colorado, que deve acontecer neste sábado.

O capitão do time rubro-negro, Réver, concedeu entrevista coletiva e desejou boa sorte ao agora ex-companheiro de equipe. "Vem chegando ao fim o ciclo do Paolo aqui no Flamengo. Ficam os votos de felicidade para ele. Tenho certeza que vai ser feliz. Profissional que é", afirmou o jogador.

O Internacional deve contar com a ajuda do grupo DIS, um fundo de investimentos esportivos, para contratar Guerrero. O fundo vai investir R$ 10 milhões no negócio, que serão utilizados para pagamento de luvas ao jogador - a metade de maneira imediata e o restante em várias parcelas ao longo do contrato. O salário mensal de Guerrero será de cerca de R$ 800 mil.

Réver também afirmou que estranhou a negociação da maneira como aconteceu e deu a entender que nem o próprio Guerrero ficou satisfeito com o futuro destino. "Tem coisas no futebol que acabam fugindo do nosso controle, principalmente de explicações. Acompanhei um pouco sobre o que aconteceu, tive liberdade para conversar com ele. Do jeito sincero dele, triste, chateado. Nós do grupo ficamos tristes também, não só pelo atleta, mas pela pessoa que ele é", disse.

O peruano está com 34 anos e se desgastou com o Flamengo por conta do caso de doping em que se viu envolvido. Foi suspenso por 14 meses, sempre alegou que foi vítima de um erro, mas teve de lutar sozinho para readquirir o direito de voltar a jogar. O clube não se empenhou em defendê-lo. Isso desgastou sua relação com os dirigentes.

Depois de longa batalha, Guerrero conseguiu disputar a Copa do Mundo pela seleção do Peru. Pouco antes da competição, ele obteve um efeito suspensivo que lhe permite atuar normalmente. Depois da Copa, fez algumas partidas pelo Flamengo, mas não vinha sendo escalado para que não estourasse o limite de jogos no Campeonato Brasileiro que impede transferências.

Estadão Conteúdo

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