Guarani questiona MP das Bets e alerta para recuperação judicial
Em recuperação judicial, Bugre contesta restrições ao mercado de apostas no STF
Em recuperação judicial, o Guarani acionou o STF contra a MP das Bets, solicitando entrada como amicus curiae ao lado de outros clubes. Sem patrocínio máster do setor atualmente, a equipe alega que as restrições à publicidade e operação das casas de apostas reduzem a concorrência e limitam novas receitas vitais para pagar credores. O time defenderá a suspensão da medida ou uma regra de transição em audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux para debater os impactos no futebol nacional.
O Guarani levará ao Superior Tribunal Federal (STF) questionamentos sobre os efeitos da MP das Bets. Em recuperação judicial, o clube afirma que as restrições ao setor dificultam a captação de recursos e podem comprometer sua reorganização financeira.
A Agência RTI Esporte apurou que o Bugre está entre as equipes que solicitaram ingresso como amicus curiae nas ações que questionam a medida. O pedido foi apresentado em conjunto com São Paulo, Ponte Preta, Vitória e Portuguesa.
Os clubes defendem a suspensão dos efeitos da MP ou, alternativamente, a criação de um período de transição para os contratos anteriores à publicação da norma. A situação do Guarani tem uma particularidade.
O clube não possui atualmente uma casa de apostas como patrocinadora máster. Por isso, sua manifestação não busca preservar um contrato vigente, mas questiona a restrição à possibilidade de negociar novos acordos com empresas do segmento.
Guarani relaciona MP das Bets à recuperação judicial
Na manifestação encaminhada ao STF, o presidente do Guarani, Rômulo Amaro, aponta possíveis consequências da medida para seu processo de recuperação judicial. O clube precisa reorganizar as finanças, negociar obrigações com credores e manter condições para cumprir os compromissos.
Nesse cenário, a limitação de empresas autorizadas a investir no futebol reduz as alternativas comerciais disponíveis. Na avaliação apresentada pelo Guarani, a proibição restringe a concorrência entre potenciais patrocinadores e dificulta a busca por novas fontes de receita.
O Guarani enfrenta dificuldades financeiras e depende da reorganização das contas para recuperar sua capacidade de investimento. Novas receitas comerciais podem ajudar nesse processo, embora não resolvam, sozinhas, o passivo acumulado.
Guarani já teve casa de apostas como patrocinadora
O Bugre já contou com a Dafabet como patrocinadora máster. A parceria, porém, foi encerrada depois que a empresa ficou fora da lista de casas de apostas autorizadas a operar no Brasil e anunciou o fim das atividades no país, em outubro de 2024.
Em maio de 2026, por exemplo, a RIO Investidora e Construtora assumiu o espaço principal da camisa alviverde. O acordo foi anunciado para o restante da temporada, com possibilidade de renovação para 2027.
Assim, o questionamento apresentado pelo Guarani ao STF não envolve a suspensão de um contrato atual com uma bet. O clube tenta preservar a possibilidade de negociar com empresas do setor e ampliar suas alternativas de arrecadação durante a recuperação judicial.
Guarani participará de audiência pública no STF
A MP 1.394/2026 foi publicada em 25 de setembro e estabeleceu restrições à exploração, à oferta e à publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. Desde então, clubes e entidades do setor questionam os efeitos da norma sobre contratos e receitas do futebol.
O ministro Luiz Fux convocou audiência pública no STF para 3 de novembro, às 10h, para discutir os efeitos da MP das Bets. O Guarani participará ao lado de Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória e Portuguesa, além da CBF.
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