FPF rebate acusação de irregularidade na liberação de estádios
A Federação Paulista de Futebol emitiu nota no final da tarde desta quinta-feira, assinada pelo diretor de segurança Coronel Marcos Marinho, negando que tenha descumprido regras determinadas pelo Estatuto do Torcedor e pelo Ministério do Esporte quanto à liberação de estádios para jogos.
Na manhã desta quinta, o Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública contra a Federação e seu presidente, Marco Polo del Nero, alegando irregularidades nas liberações de estádios para a disputa do Campeonato Paulista deste ano - o órgão inclusive quer o afastamento do dirigente.
No comunicado, porém, a entidade afirma que "a liberação dos estádios para os jogos se deu a partir de laudos técnicos emitidos pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e por técnicos credenciados pelo Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo, órgãos com competência técnica e legal para emitir laudos".
Pela manhã, o promotor de Justiça do Consumidor da cidade de São Paulo, Roberto Senise Lisboa, acusou a FPF de não colaborar com o Ministério Público, o que põe em risco a integridade física dos torcedores, e de liberar partidas de estádio de forma suspeita.
"Na abertura do campeonato, o estádio foi vetado na antevéspera. Na véspera o mesmo relatório da PM, com os mesmos problemas, foi aprovado. Por algum motivo o laudo foi elaborado novamente", declarou.
Confira a íntegra da nota da Federação Paulista de Futebol
A Federação Paulista de Futebol, neste ato representada pelo Departamento de Segurança e Prevenção, informa que em nenhum momento descumpriu as regras determinadas pelo Estatuto do Torcedor e pela Portaria 124 do Ministério do Esporte e que a liberação dos estádios para os jogos da Primeira Divisão do Futebol Paulista se deu a partir de laudos técnicos emitidos pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e por técnicos credenciados pelo Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo, órgãos com competência técnica e legal para emitir laudos.
A ação da promotoria do Ministério Público, salvo melhor juízo, não se justifica uma vez que a Federação Paulista de Futebol vem cumprindo e respeitando rigorosamente as normas estabelecidas pelo Estatuto do Torcedor, tanto que só neste ano, 58 estádios foram interditados pela FPF em todo o Estado de São Paulo, porque não passaram pelo crivo das análises técnicas dos órgãos competentes. Ainda hoje temos 20 estádios sem liberação para uso.
A Federação Paulista de Futebol informa ainda que todas as medidas necessárias para a realização do Campeonato Paulista de 2011 estão sendo tomadas dentro das normas exigidas pelo Estatuto do Torcedor e pelo Regulamento Geral das Competições.
Coronel Marcos Cabral Marinho de Moura