Fluminense nadou, nadou e morreu na praia
Eliminação precoce na Libertadores frustra tricolores
Há uma expressão popular que traduz o fracasso nos momentos finais daquilo que já estava praticamente conquistado: “nadou, nadou e morreu na praia”. A máxima, hoje, cabe bem ao Fluminense, eliminado nessa quarta-feira (16) da Libertadores, em derrota para o Olímpia em cobranças de pênaltis, após perder por 2 a 0 no tempo normal, em Assunção.
De nada, ou quase nada, valeu o recorde do clube em 100 anos de jogos oficiais, alcançado nas últimas semanas – o de ter conseguido 12 vitórias consecutivas. A competição de 2022 do Flu era a Libertadores, na qual pretendia ir bem longe. Mas o time empacou ainda na fase preliminar, na soma dos confrontos com o Olímpia – no Rio, na semana passada, o Tricolor vencera por 3 a 1.
A perda da vaga doeu bastante pelas circunstâncias. Os paraguaios só conseguiram marcar o segundo gol no finzinho da partida, o que forçou a disputa nos pênaltis. Ali, o emocional estava todo a favor do clube mandante e isso acabou confirmado em minutos, após Willian Bigode e Felipe Melo, principais reforços para a Libertadores, desperdiçarem suas cobranças. O Olímpia ganharia também esse duelo, por 4 a 1.
Resta ao Fluminense agora se voltar para a decisão do Estadual – vai enfrentar duas vezes o Botafogo numa das semifinais. Quem se sair melhor nesses embates, tentará o título jogando com Flamengo ou Vasco. O Tricolor pode até conquistar esse campeonato caseiro e isso será um alento para o clube. No entanto, a frustração pela saída da Libertadores antes da fase de grupos vai marcar a temporada nas Laranjeiras.