Fifa e COI podem punir Estados Unidos por ataque à Venezuela? Entenda
Apesar de atitude agressiva, entidades esportivas dificilmente aplicarão sanções aos EUA pela sua influência política
A postura ofensiva dos Estados Unidos ao invadir a Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro foi motivo para diversas acusações. Entre elas que o país norte-americano merecia algumas condenações internacionais, além de denúncias do desrespeito à soberania venezuelana e ao direito internacional. Assim, alguns setores da imprensa sugeriram que os EUA deveriam receber também sanções esportivas da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional (COI). No entanto, a intensa interferência política e econômica do país em nível internacional é um empecilho para este cenário.
A argumentação de diversos departamentos da imprensa para aplicar punições aos Estados Unidos é plausível. Afinal, outros países com comportamento agressivo ao realizar ataques foram punidos. É o caso da Rússia, que, após instaurar a guerra com a Ucrânia por território, sofreu castigos econômicos do próprio EUA e outros países que compõem a União Europeia.
No âmbito esportivo, clubes e seleções de futebol e vôlei da Rússia foram excluídos de competições oficiais. O mesmo ocorreu em outras modalidades, como Fórmula 1, judô e tênis. Além disso, eventos que deveriam ocorrer na Rússia mudaram de sede.
Nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o COI estabeleceu como exigência que o país não poderia disputar as competições como uma nação. Deste modo, os russos e bielorrussos, desde a edição de 2024, em Paris, só podem disputar os torneios como atletas neutros e apenas em modalidades individuais. Houve também a instituição de critérios rígidos como a proibição do uso da bandeira, hino ou quaisquer emblemas nacionais da Rússia.
Interferência dos Estados Unidos
Mesmo que houvesse apelos para punições, o contexto geopolítico — com fortes divisões entre países e alianças políticas importantes — dificulta qualquer movimento efetivo de sanção ao governo dos EUA nas esferas esportivas e internacionais.
Aliás, organizações como Fifa e COI tendem a evitar se envolver diretamente em disputas de política externa, buscando manter uma posição de neutralidade. Essa neutralidade reduz ainda mais a chance de ações punitivas nesse caso.
Por isso, apesar da condenação política e diplomática, as repercussões formais como sanções econômicas ou esportivas são consideradas improváveis, principalmente pela influência política e econômica dos Estados Unidos.
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