Especialistas de marketing analisam a carreira de Beckham
Aos 38 anos, o meia David Beckham anunciou, nesta quinta-feira, que se aposentará do futebol profissional ao fim da atual temporada. Astro do futebol mundial, o inglês também se destacou fora de campo com inúmeros contratos publicitários ao longo de 20 anos de carreira.
Campeão por Manchester United, Real Madrid, Los Angeles Galaxy e Paris Saint-Germain, Becks virou um grande fenômeno de marketing, ocupando, às vezes, mais as páginas do mundo de celebridades do que dos próprios artistas da bola.
O LANCE!Net escutou dois especialistas e marketing. Confira abaixo como eles analisam a trajetória de Beckham no futebol.
Paul Brighten - Diretor da Soccerex
"Existem dois Beckhams, o jogador e o homem do marketing. Como jogador foi um grande atleta, que se aposenta aos 38 anos jogando em alto nível. Na parte de marketing, óbvio, não só pelos contratos que alcançou ele usa muito bem sua imagem.
Beckham sempre se preparou muito para o pós-futebol. Criou empresas e negócios utilizando sua imagem. Ele fez o que muitos jogadores não pensam em fazer.
Sua imagem é super positiva, ela sempre foi ligada à ações beneficentes. É uma pessoa super do bem.
Obviamente que sua aparência sempre ajudou, mas ele foi apoiado durante a carreira de pessoas que entendem muito de marketing à sua volta. Ele aprendeu muito com elas.
Beckham teve uma origem humilde, de uma família pobre de Londres. Acho que isso o fez lutar por uma lugar no Manchester United, na seleção inglesa e também alcançar o sucesso nos negócios.
Muitos só falam dele como produto de imagem, mas as pessoas pouco percebem que ele foi um jogador sensacional. Alcançou feitos incríveis pelo Manchester United e fez gols importantes pela seleção inglesa"
João Henrique Areias - Especialista em gestão e marketing esportivo
"O Beckham na minha opinião foi um marco no marketing de atletas. Ele realmente extrapolou neste campo e teve um trabalho feito no entorno dele muito interessante.
Foi um casamento perfeito entre a parte técnica e a imagem, como querem fazer com o Neymar. No entanto, no caso brasileiro o mesmo efeito ainda não foi alcançado.
Curioso notar que Beckham foi um jogador que se auto-pagava. Ou seja, o que ele gerava em ganhos com sua imagem conseguia pagar os seus salários e o valor gasto em sua contratação. Ele é um jogador auto-sustentável, digamos assim. Outro caso assim no esporte só o Michael Jordan"