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Epidemia? Brasileirão chega a quatro expulsões por gesto obsceno; veja lista

Gabigol foi expulso após fazer um gesto obsceno durante a vitória do Santos. O atacante se tornou o quarto jogador expulso pelo mesmo motivo no futebol brasileiro em 2026.

30 mai 2026 - 23h03
(atualizado às 23h03)
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Foto: Esporte News Mundo

Os gestos obscenos têm se tornado motivo recorrente de expulsões no futebol brasileiro em 2026. Neste sábado (30), o mais novo caso envolveu Gabigol, que recebeu cartão vermelho durante a vitória do Santos por 3 a 1 sobre o Vitória, na Vila Belmiro, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Gabigol expulso por gesto obsceno
Gabigol expulso por gesto obsceno
Foto: Reprodução/Sportv / Esporte News Mundo

O lance aconteceu aos 59 minutos da partida, apenas dois minutos após o atacante marcar o terceiro gol santista. De acordo com as imagens da transmissão, Gabigol respondeu a provocações vindas de um setor da arquibancada fazendo sinal de silêncio e, em seguida, realizou um gesto obsceno em direção ao torcedor.

O árbitro Rafael Rodrigo Klein não puniu o lance inicialmente, mas foi chamado pelo VAR, comandado por Wagner Reway. Após revisar as imagens no monitor, aplicou o cartão vermelho direto ao camisa 9.

A expulsão ocorreu em uma noite que poderia ser marcante apenas pelo desempenho dentro de campo. Com o gol diante do Vitória, Gabigol chegou a 98 gols pelo Santos e ficou a apenas dois de alcançar a marca de 100 tentos com a camisa alvinegra.

O episódio é o mais recente de uma série de expulsões por gestos obscenos registradas no futebol brasileiro nesta temporada.

O primeiro caso aconteceu em 2 de abril, quando o volante Allan, do Corinthians, foi expulso durante a derrota por 3 a 1 para o Fluminense, no Maracanã. Após uma discussão com adversários, o jogador recebeu inicialmente cartão amarelo, mas acabou sendo expulso depois que o VAR identificou um gesto obsceno durante o lance.

Dez dias depois, em 12 de abril, o meia André, também do Corinthians, recebeu cartão vermelho no clássico contra o Palmeiras, na Neo Química Arena. Após sofrer uma falta no meio-campo, o jogador realizou um gesto considerado obsceno em direção aos atletas rivais. A arbitragem revisou o lance e decidiu pela expulsão.

O terceiro episódio ocorreu em 24 de maio, envolvendo o atacante Jajá, do Remo. Autor de um dos gols da equipe contra o Athletico-PR, ele acabou expulso ainda no primeiro tempo após fazer um gesto obsceno em direção ao lateral Benavídez. O lance também foi identificado após revisão do VAR.

Outros episódios também geraram discussão, mas sem expulsão. Na 15ª rodada do Brasileirão, o volante Bobadilla, do São Paulo, teve um gesto analisado pelo VAR durante o clássico contra o Corinthians. Após revisão, a arbitragem concluiu que o jogador não tocou as partes íntimas e manteve apenas a decisão de campo.

Já o atacante Paulinho, do Palmeiras, não foi expulso em campo após uma comemoração considerada obscena contra o Flamengo. O caso acabou chegando ao STJD, mas o jogador foi absolvido por unanimidade pela Quarta Comissão Disciplinar do tribunal.

Paulinho durante jogo do Palmeiras
Paulinho durante jogo do Palmeiras
Foto: Cesar Greco/SEP / Esporte News Mundo

Agora, com a expulsão de Gabigol, o futebol brasileiro registra quatro casos de cartões vermelhos aplicados por gestos obscenos em pouco menos de dois meses. Em todos os episódios, a intervenção da arbitragem de vídeo foi determinante para a punição dos atletas.

Esporte News Mundo
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