Eduardo Domínguez revela o que derrubou o Atlético-MG após 100 dias
Técnico aponta desgaste físico e mental provocado pela sequência de jogos e defende elenco após derrota para o São Paulo
A derrota do Atlético-MG por 2 a 1 para o São Paulo encerrou uma invencibilidade de mais de 100 dias no Brasileirão. O técnico Eduardo Domínguez atribuiu o revés ao forte desgaste físico e mental provocado pela sequência de jogos decisivos, em especial os clássicos contra o Cruzeiro, além do ritmo imposto pelo rival. Mesmo poupando titulares, o Galo caiu no Morumbi, permaneceu em oitavo lugar na tabela e agora foca na decisão contra o Santos pela Copa Sul-Americana.
Eduardo Domínguez não tratou a derrota do Atlético-MG para o São Paulo como um simples tropeço. Para o treinador, havia um desgaste acumulado por trás da queda no Morumbi. O time perdeu por 2 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, e encerrou uma invencibilidade que durava mais de 100 dias.
Na avaliação do argentino, os dois clássicos contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil tiveram peso importante nesse processo. O problema, segundo Eduardo Domínguez, não estava apenas nas pernas. A sequência também cobrou dos jogadores concentração e capacidade de reação.
"Não é só no aspecto físico, é também um esforço mental. Foi difícil hoje, sentimos o desgaste dos jogos contra o Cruzeiro. Não é fácil o que os jogadores estão fazendo, o esforço que estão fazendo", desabafou o treinador.
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Técnico defende os jogadores
Eduardo Domínguez também fez questão de afastar uma leitura de queda de comprometimento. O treinador alvinegro preferiu destacar o esforço apresentado pelo elenco diante de uma sequência incomum de partidas.
"Estamos jogando uma sequência grande há mais de um mês, e vamos continuar. É difícil. Um dos melhores times do país não está em três competições. Estão brigando pelo Brasileiro e pela Libertadores, mas saíram da Copa do Brasil", disse o argentino.
Atlético-MG sentiu o ritmo do São Paulo
A partida no Morumbi expôs outro problema. O São Paulo conseguiu controlar o ritmo e obrigou o Atlético-MG a correr durante boa parte do confronto. Eduardo Domínguez reconheceu a superioridade do adversário.
"Acho que o rival impôs o ritmo muito alto. Em momentos, o entendimento do jogo não foi o melhor, mas isso também é do desgaste que tivemos. Precisamos ter tranquilidade, porque os jogadores estão oferecendo o melhor deles", finalizou.
Preservação não evitou a derrota
A comissão técnica já havia tentado controlar a carga dos principais jogadores. Vitor Hugo, Fred e Mateo Cassierra começaram entre os reservas. Everson e Ruan Tressoldi também ficaram fora por lesão. O planejamento, porém, não foi suficiente para evitar a queda de rendimento.
A derrota manteve o Atlético-MG em oitavo lugar, com 36 pontos. O resultado também impediu uma aproximação maior do G-5. A resposta terá de ser rápida. O Galo enfrenta o Santos na quarta-feira, pela ida das quartas de final da Sul-Americana, na Vila Belmiro.
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