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Delegado vê 'absurdo' na morte de santista e ouve denúncias anônimas

27 fev 2014 - 19h17
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Márcio Barreto de Toledo foi a única vítima fatal de um ataque de são-paulinos a santistas no último domingo, na Radial Leste. Mas não foi o único agredido.

Por conta disto, o delegado Moisés Teodoro Messi Filho, que investiga a morte do torcedor no 21º Distrito Policial - Vila Matilde, vê com estranheza o fato de que os demais integrantes da Torcida Jovem, que conseguiram correr e fugir do ataque – como mostram as cenas de uma câmera de segurança de uma empresa – não terem ido à Polícia para denunciar os fatos ocorridos.

– É um absurdo. Imagine que você esteja junto com um amigo na quadra e que, no caminho do metrô, sejam atacados. Você não vai tentar ajudar nas investigações? Fico surpreso de ver que ninguém que participou veio prestar esclarecimentos – disse ele, ao LANCE!Net.

Questionado, portanto, se é possível acreditar que os “sobreviventes” buscarão a vingança por outros meios, não soube responder. Como a reportagem mostrou nesta quinta-feira, líderes tanto da Torcida Jovem Santos como da Tricolor Independente – esta ligada ao São Paulo – foram à delegacia nesta semana por iniciativa própria.

– O presidente da Independente se apresentou. Hoje, não há qualquer indício de que tenham participado. Eles têm 35 mil sócios. Quantos são-paulinos existem na capital? Não temos prova que liguem, por enquanto. Eles vieram de total boa fé.

Sem nitidez, as câmeras de segurança da empresa e uma outra da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) não ajudam a reconhecer as placas dos veículos utilizados pelos assassinos, mas definiram a busca por dez participantes. Com denúncias anônimas e outras provas não reveladas, Messi acredita que encontrará os responsáveis pela morte de Márcio. Ele diz que não investiga a relação com um caso de agressão a tricolores em São Bernardo, no meio de semana.

A Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) não deve assumir o caso.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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