Delegado vê 'absurdo' na morte de santista e ouve denúncias anônimas
Márcio Barreto de Toledo foi a única vítima fatal de um ataque de são-paulinos a santistas no último domingo, na Radial Leste. Mas não foi o único agredido.
Por conta disto, o delegado Moisés Teodoro Messi Filho, que investiga a morte do torcedor no 21º Distrito Policial - Vila Matilde, vê com estranheza o fato de que os demais integrantes da Torcida Jovem, que conseguiram correr e fugir do ataque como mostram as cenas de uma câmera de segurança de uma empresa não terem ido à Polícia para denunciar os fatos ocorridos.
É um absurdo. Imagine que você esteja junto com um amigo na quadra e que, no caminho do metrô, sejam atacados. Você não vai tentar ajudar nas investigações? Fico surpreso de ver que ninguém que participou veio prestar esclarecimentos disse ele, ao LANCE!Net.
Questionado, portanto, se é possível acreditar que os sobreviventes buscarão a vingança por outros meios, não soube responder. Como a reportagem mostrou nesta quinta-feira, líderes tanto da Torcida Jovem Santos como da Tricolor Independente esta ligada ao São Paulo foram à delegacia nesta semana por iniciativa própria.
O presidente da Independente se apresentou. Hoje, não há qualquer indício de que tenham participado. Eles têm 35 mil sócios. Quantos são-paulinos existem na capital? Não temos prova que liguem, por enquanto. Eles vieram de total boa fé.
Sem nitidez, as câmeras de segurança da empresa e uma outra da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) não ajudam a reconhecer as placas dos veículos utilizados pelos assassinos, mas definiram a busca por dez participantes. Com denúncias anônimas e outras provas não reveladas, Messi acredita que encontrará os responsáveis pela morte de Márcio. Ele diz que não investiga a relação com um caso de agressão a tricolores em São Bernardo, no meio de semana.
A Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) não deve assumir o caso.