Corinthians é limitado, leva virada da lanterna Chapecoense e perde quarta seguida no Brasileirão
Resultado, que passa por fraco futebol do time de Fernando Diniz, é inédito para o time catarinense na Neo Química Arena e gera vaias aos corintianos
Em partida apática na Neo Química Arena, o Corinthians abriu o placar no primeiro minuto com Matheus Bidu, mas levou a virada por 2 a 1 da lanterna Chapecoense, que venceu com dois gols de Marcinho. Com um futebol burocrático e dependente de cruzamentos ineficazes, o clube paulista somou sua quarta derrota consecutiva no Brasileirão e caiu para o 11º lugar. Apesar da vitória histórica fora de casa, o time catarinense segue na última posição.
O Corinthians entregou um futebol fraco ao torcedor que foi até a Neo Química Arena com os 10ºC da noite de domingo em São Paulo. Em um jogo que se resumiu a cruzamentos na área, o time perdeu para a Chapecoense, lanterna do Campeonato Brasileiro, por 2 a 1.
Os corintianos foram avassaladores ao abrir o placar com apenas um minuto e impuseram um domínio durante a primeira etapa. Entretanto, o jogo se manteve burocrático e com baixa eficácia, o que permitiu o empate catarinense.
A segunda etapa mostrou mais competitividade. A Chapecoense deu a impressão de que, com o futebol atual, poderia não estar na lanterna. O Corinthians encontrou dificuldades e penou para demonstrar qualidade tática, chegando ao fim do jogo com quase 39 cruzamentos, dos quais só acertou 10.
O resultado, inédito para a Chapecoense na Neo Química Arena, deixa o Corinthians em 11º, com 32 pontos. Os catarinenses continuam na lanterna, mas chegam aos 17, 11 a menos que o Mirassol, primeiro time fora do Z-4.
A Chapecoense mal viu a bola rolar e já sofreu o primeiro gol. Após falta cobrada por Rodrigo Garro, a defesa afastou mal, a bola pingou na área e sobrou para Matheus Bidu, do lado direito da área, estufar as redes.
O jogo do Corinthians rapidamente se tornou burocrático. A equipe impunha dificuldade aos catarinenses para que eles ultrapassassem a faixa intermediária do gramado. Por vezes, o time corintiano conseguia buscar o ataque, quase sempre de um jeito ineficaz.
Quando deu certo, não foi em lance tão trabalhado. Após uma bola ser mal afastada pela Chapecoense, Garro bateu forte e obrigou Anderson a fazer um milagre para que o Corinthians não ampliasse em Itaquera.
Já no fim do primeiro tempo, os catarinenses finalmente conseguiram reagir no ataque. Em saída de velocidade aos 40 minutos, os corintianos até afastaram um primeiro cruzamento, mas a bola sobrou para Heitor, livre, cruzar na cabeça de Marcinho. Kauê, substituindo o suspenso Hugo Souza, não conseguiu salvar.
A torcida local voltou a vibrar pouco depois, quando Allan abriu para Bidu cruzar rasteiro. Bidon, de letra, fez um golaço. O problema foi que o lateral-esquerdo estava adiantado quando recebeu o passe, flagrado pelo impedimento semiautomático, anulando o gol.
A Chapecoense voltou melhor do intervalo, conseguindo chegar mais vezes à frente. Sem a bola, o time tinha mais sucesso em contar o Corinthians. Os espaços que os alvinegros encontravam antes não mais apareciam com tanta facilidade.
Os corintianos estavam mais expostos. Bidu salvou o que poderia ser o gol da virada da Chapecoense, quando a bola cruzou a área sem ninguém afastar e sobrou para Garcez bater. O lateral se jogou em frente ao chute para desviar e ceder escanteio.
O técnico Rafael Lacerda leu bem o momento da Chapecoense e fez mudanças que deixaram o time mais agudo com Yannick Bolasie e o meio mais cerebral, com Miguel Carvalho. Fernando Diniz precisou reagir, sacando Allan para que Jesse Lingard fosse mais incisivo.
Mesmo com mais posse de bola, o Corinthians penava em campo, sem conseguir articular jogadas. A postura melhorou, com o setor ofensivo mais povoado, mas Gui Negão, que entrou no lugar de Memphis, sumiu entre os zagueiros catarinenses.
O clima piorou quando a Chapecoense concretizou a virada, aos 32 minutos. Foi mais na vontade do que no futebol bem jogado. O lance começou com tiro de meta de Anderson. Garcez disputou no alto e deixou, de casquinha, para Bolasie. O atacante entrou na área e cruzou para Marcinho fazer o segundo dele no jogo.
O Corinthians continuou sem variação, apenas com cruzamentos na área. A estratégia se limitou a mandar Gustavo Henrique para o ataque, ao lado de Pedro Raul, na busca por um cabeceio salvador. Quase deu certo, mas Anderson salvou em cima da linha a finalização do atacante já aos 47 minutos.
Na quarta-feira, o Corinthians visita o Estudiantes em La Plata, na Argentina, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores. Pelo Brasileirão, a equipe volta a campo diante do Flamengo, no Rio, no domingo. A Chapecoense terá pela frente o Internacional, no sábado.
CORINTHIANS 1 X 2 CHAPECOENSE
- CORINTHIANS - Kauê; Matheuzinho, João Pedro, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Allan (Jesse Lingard), André Carrillo (Pedro Raul), Breno Bidon e Rodrigo Garro (Matheus Pereira); Kaio César (Dieguinho) e Memphis Depay (Gui Negão). Técnico: Fernando Diniz.
- CHAPECOENSE - Anderson; Heitor (Everton), Kauan, Eduardo Doma e Fernando; Camilo, Yago Felipe (Bruno Matias) e Giovanni Augusto (Miguel Carvalho); Garcez, Túlio Eduardo (Yannick Bolasie) e Marcinho (David). Técnico: Rafael Lacerda.
- GOLS - Matheus Bidu, a 1 minuto, e Marcinho, aos 40 minutos do 1º tempo; Marcinho, aos 32 minutos do 2º tempo.
- CARTÕES AMARELOS - Yago Felipe, Túlio Eduardo, Giovanni Augusto e Kauan.
- ÁRBITRO - Wagner do Nascimento Magalhães (RJ).
- PÚBLICO - 44.588 torcedores.
- RENDA - R$ 3.098.747,62.
- LOCAL - Neo Química Arena, em São Paulo.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.