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Defesa instável e imprevisibilidade de Osorio: veja pontos fortes e fracos do México

30 jun 2018
09h04
atualizado às 09h04
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O México garantiu vaga para a Copa do Mundo como o primeiro colocado das Eliminatórias da América Central e do Norte. Porém, em meio a competição continental, a seleção teve resultados vexatórios, como a derrota de 7 a 0 diante do Chile na Copa América do Centenário em 2016. Além disso, as atuações fracas contra países sem tradição no futebol fizeram com que os torcedores pedissem a saída do treinador no duelo contra a Escócia, a duas semanas da Copa do Mundo em um Estádio Azteca com mais de 70 mil torcedores.

A Federação de Futebol Mexicana não cedeu à pressão popular e bancou o técnico no Mundial. O triunfo para cima da Alemanha na estreia e a vitória segura contra a Coreia do Sul resgataram as esperanças da torcida, além de amenizar o clima para Osorio. Porém, a derrota por 3 a 0 para os suecos lembrou outros vexames pré-Copa, e quase tirou a seleção do torneio. Por sorte, a Alemanha perdeu para a Coreia do Sul e os tricolores asseguraram ao menos o segundo lugar do Grupo F. Nas oitavas de final, um algoz em Mundiais, o Brasil de Tite, velho conhecido de Osorio.

Além de trazer lembranças nada agradáveis à tona, a derrota para a Suécia mostrou um problema da gestão de Osorio, a instabilidade defensiva. A seleção mexicana alterna entre atuações defensivas seguras, como na estreia da Copa, e desempenhos fracos, como a goleada sofrida contra a mesma Alemanha na Copa das Confederações de 2017. Para piorar a situação, o treinador colombiano perdeu o zagueiro Néstor Araujo, cortado da Copa por lesão, e Héctor Moreno, principal defensor da equipe que recebeu o segundo amarelo na última partida primeira fase e não será opção para o jogo contra a Seleção Brasileira.

Com isso, Hugo Ayala deve assumir a vaga de titular no miolo de zaga ao lado de Carlos Salcedo. As laterais, por sua vez, ficam por conta de duas improvisações. O zagueiro Edson Álvarez atua na direita, enquanto o ponta Jesús Gallardo joga na esquerda. Como não são jogadores da posição, os flancos do campo podem ser boas alternativas para Neymar e companhia criarem boas tramas. Héctor Herrera e Andrés Guardado, veteranos em Copas, formam uma dupla de volantes de bom passe, mas de pouca pegada. Aliás, a experiência no torneio é um dos trunfos do México, uma vez que 15 dos 23 convocados já defenderam o país na competição.

Se a defesa é um problema para Osorio, o ataque é um alivio. Após fazer grande temporada pelo PSV da Holanda, Hirving Lozano chegou à Copa do Mundo como principal esperança dos mexicanos, e correspondeu. "Chucky" Lozano, como é conhecido pelos torcedores, é muito perigoso na puxada de contra-ataques, tanto é que marcou o gol da vitória diante da Alemanha e deu a assistência para o tento de Chicharito Hernández contra a Coreia do Sul em jogadas desse gênero.

Visando potencializar os contragolpes, Osorio adotou uma postura inusitada nas bolas paradas defensivas. O México se defende com apenas sete jogadores em escanteios e faltas laterais, deixando Lozano, Chicharito e Layún na linha de meio-campo para puxar o contra-ataque. Foi dessa maneira que a equipe construiu a jogada que culminou no gol contra os alemães. Porém, os mexicanos também sabem chegar em tramas trabalhadas, inclusive, tiveram 85% de acerto, em média, nos passes durante a primeira fase.

Osorio tem estratégias diferentes para cada partida e, por isso, muda boa parte da escalação entre os jogos. Essa atitude tira o entrosamento do time, porém, deixa uma incógnita na cabeça do treinador adversário, uma vez que nunca terá total certeza da postura que será adotada pelo México. Agora, mais do que nunca, os tricolores terão que confiar na imprevisibilidade do colombiano para espantar o fantasma das oitavas de final, já que foram eliminados das últimas seis Copas do Mundo nessa fase, onde enfrentarão o Brasil nesta segunda feira, em Samara, às 11h (de Brasília), pela atual edição do torneio.

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