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Copa do Mundo

De terno, Diego Maradona dá espetáculo e até entra em campo

12 jun 2010 - 13h07
(atualizado às 15h01)
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Allen Chahad
Direto de Johannesburgo

Diego Armando Maradona disputa sua quinta Copa do Mundo (1982, 86, 90, 94 e 2010). A primeira como treinador. Mas ele nem sempre lembra disso. Tem lampejos ainda de jogador...

Dia de estreia da Argentina no Mundial da África do Sul contra a Nigéria. Chega ao Estádio Ellis Park, em Johannesburgo, e desce do ônibus só de camiseta esportiva.

Na hora do reconhecimento de gramado, ainda de agasalho, quebra protocolo e rouba a cena. Dá entrevista, provoca correria entre cinegrafistas e fotógrafos.

Hora do time entrar em campo. Fica alinhado como último da fila, como se fosse entrar junto. Faz cara de concentração. Já veste um terno cinza, todo elegante.

Quando aparece no banco de reservas, durante o hino nacional, divide os fotógrafos. Divide literalmente. Metade fotografa o time, metade fica colada no treinador. Mais ou menos cinquenta de cada lado.

Bola rolando. Maradona não senta um segundo sequer. Time argentino sobe pela primeira vez ao ataque e ele caminha junto. Lionel Messi tabela com Carlos Tevez, e Maradona também vai na direção do gol. Bola para fora.

Com 2min de partida, primeira chance da Nigéria. Susto. Maradona estende as duas mãos e pede calma. Mas já é hora do segundo ataque argentino e a bola passa raspando a trave. Maradona sai pulando, falando sozinho. Leva as duas mãos à boca.

Cinco minutos de jogo, Messi tenta encobrir o goleiro. Quase gol. Maradona dá dois tapas na perna. Na cobrança de escanteio, gol. Maradona agacha, vibra, grita. Some no meio dos reservas. Invade o gramado, persegue Heinze. O autor do gol nem vê o chefe. O quarto árbitro quase empurra Maradona de volta à área técnica. O treinador pede desculpas.

A Nigéria reage, parte para o ataque. Maradona atormenta a vida de Gutierrez, o único que consegue ouvir a voz do comandante em meio à sinfonia de vuvuzelas vindas das arquibancadas.

Com 15min se dirige pela primeira vez ao banco adversário. Reclama de uma devolução "Fair Play". A bola foi chutada em direção ao gol, sem perigo. Cuidadoso, Maradona não gosta.

Cinco minutos mais tarde quer uma falta em Tevez na entrada da área. O árbitro não marca. Maradona levanta os dois braços escandalosamente. Fica assim por 5 segundos. Só pára de fazer teatro no próximo ataque argentino.

Durante um atendimento médico, chama o meio-campista Verón para conversar ao pé do ouvido. Entra em campo, nem percebe o desespero do árbitro reserva. Depois, sai caminhando para o ataque. Lembra que não pode. Volta de costas, pede desculpas novamente.

Com 23min, encontra a bola pela primeira vez. Faz duas embaixadinhas com o pé esquerdo e coloca ela nas mãos do nigeriano para cobrança de lateral.

O jogo fica chato e Maradona desconta na arbitragem. Primeiro, pega no pé do quarto árbitro. Nova devolução de bola "Fair Play", na direção do gol. Enlouquece. Encara o banco adversário.Tem a atenção desviada por novo ataque de Messi. Bela defesa do goleiro Enyeama, que evita o segundo gol. Maradona fala sozinho por quase um minuto. Chuta um papelzinho no chão.

Aos 39min, o segundo encontro com a bola. Levanta nas mãos do nigeriano, que larga dentro de campo. Maradona não tem dúvidas. Mira a bola e entra no gramado. Dá um toque e fica olhando ela deslizar.

Depois mostra cara de pau. Reclama muito do cartão amarelo de Gutierrez, que deu uma pancada no meio de um rival um metro à sua frente.

Também dá aula ao quarto árbitro. Reclama que pela segunda vez foi reversão em um lateral. Mostra como foi batido. Indignado.

Fim do primeiro tempo. Caminha para dentro de campo. Chama três jogadores para conversar. Sai abraçado e dando orientações.

Volta para o segundo tempo ainda com fome de bola. Ataca de gandula aos 3min e vai buscar ela do lado do banco de reservas.

Jogo truncado. Poucas chances no começo da etapa final. Maradona caminha de um lado para o outro.

Aos 22min, posa de maestro. Mostra onde quer a bola. A defesa corta e ela vai parar na habilidosa perna esquerda de Maradona, que novamente entra em ação e domina.

Três minutos mais tarde a Nigéria quase empata. Chute cruzado e rasteiro rente à trave. Maradona caminha de costas, pensativo e manda buscarem o reserva Maxi Rodríguez. Maradona abraça o meia, faz ele se curvar. Aponta para o campo e fala como quer as coisas.

Pede a bola do lado esquerdo do ataque. Perde a paciência com o time. Invade de novo o campo. Ninguém ouve o treinador. Ele abana os braços desesperado. Aos 32min, vê o nigeriano furar um domínio de bola. Vibra sozinho. Torce muito.

Faz mais duas substituições. Coloca primeiro o atacante Diego Milito no lugar do também atacante Higuaín. Depois, o zagueiro Burdisso na vaga do meia-atacante Dí Maria. Cinco minutos para o fim, quer segurar o placar.

Acompanha apreensivo os lances finais. Muitas chances da Nigéria. Maradona quase reclama, mas resolve aplaudir seu time.

Fim de jogo, mais um pouco de espetáculo maradoniano. O ex-craque grita. Comanda um abraço coletivo. Agarra todos os jogadores pela frente. Faz sinal da cruz e aponta para a torcida. Feliz.

Depois, aparece na sala de entrevistas com uma maça em mãos. Diz que está com fome, mas responde com calma todas as perguntas. E confessa os sentimentos inéditos.

"Estar em campo hoje, como treinador, foi maravilhoso. Tenho que agradecer a todos pelo apoio. Antes eu fazia gols. Hoje tenho que tomar decisões muito rápidas, não posso cometer erros. Foi um resultado muito importante, mas lembro que não podemos cometer erros".

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Argentina 1 x 0 Nigéria: Veja animação do gol em 3D:
Fonte: Terra
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