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Último Brasil x Espanha teve Candinho técnico e polêmica Ronaldo x Nike

28 jun 2013
10h58
atualizado às 10h59
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Desordem. Polêmica. Jogadores convocados na semana da partida. Hino Nacional interrompido. Ao contrário da aguardada decisão da Copa das Confederações do próximo domingo, o último Brasil x Espanha teve bem mais ingredientes fora que dentro de campo, onde terminou no 0 a 0. Realizado em Vigo, na Galícia, marcou o aniversário de 100 anos da Real Federação Espanhola em novembro de 1999, mas também uma série de discórdias em relação à CBF.

Seleção Brasileira perfilada em Vigo: jogo mais relevante pelo extracampo
Seleção Brasileira perfilada em Vigo: jogo mais relevante pelo extracampo
Foto: Getty Images

Confira todos os vídeos da Copa das Confederações

A começar pela marcação de jogos paralelos: a Seleção Pré-Olímpica, em jornada que visava os Jogos de Sidney, viajou até a Austrália. Com direito a Vanderlei Luxemburgo, então treinador também da equipe principal, e de Ronaldo, astro maior e de presença prometida pelos organizadores, sobretudo a Nike. A sensação, para os espanhóis, é de que o amistoso de Vigo estava em segundo plano.

Ronaldo, durante preparação na Austrália: cortado pela Fifa, frustrou organizadores e Nike
Ronaldo, durante preparação na Austrália: cortado pela Fifa, frustrou organizadores e Nike
Foto: Getty Images

Então auxiliar técnico de Luxemburgo, Candinho foi responsável pelo comando e utilizou a base que havia vencido a Copa América. Zetti e Marcos, os goleiros, se apresentaram ao grupo na antevéspera do amistoso. A ausência de Ronaldo e a preparação dos brasileiros geraram críticas na imprensa espanhola, irritada pela desordem apesar do pagamento de R$ 2 milhões por cota à CBF. Até mesmo o Hino Nacional, marca da Seleção da Copa das Confederações, foi interrompido naquela noite depois de poucos segundos. Zé Roberto, por sinal, reclamou.

Em campo, a Espanha tentava se recuperar de traumática eliminação pela primeira fase da Copa do Mundo anterior, e dominou as ações. Segundo relatos da época, Raúl González foi o melhor em campo de um Brasil que precisou da sorte – e de Marcos – para não perder. Teve, já perto do fim, bola na trave com Marcos Assunção. E mais polêmicas com a pré-olímpica...

Marcos, chamado às pressas para o amistoso, impediu derrota do Brasil
Marcos, chamado às pressas para o amistoso, impediu derrota do Brasil
Foto: Getty Images

Sem o calendário como dos tempos atuais, havia uma cota que permitia seis convocações de Ronaldo por ano, e a Inter de Milão foi à Fifa pelo sétimo chamado. Venceu a causa e Ronaldo, prometido aos australianos, precisou deixar o País e retornar para a Itália. Luxemburgo reclamou: “faltou atitude dele”. Constrangidos, os organizadores abriram os portões para os torcedores. E a exemplo do que havia ocorrido na Espanha, também crucificaram a CBF.

Confira as escalações das equipes em 13 de novembro de 1999:

Espanha: Molina; Michel Salgado, Paco, Abelardo e Sergi; Guardiola, Luiz Enrique (Mendieta) e Valerón (Engonga); Etxeberria (Urzaiz), Morientes (Munitis) e Raúl González (Alfonso Perez). Treinador: José Antonio Camacho

Brasil: Marcos; Cafu, Antonio Carlos, Aldair e Roberto Carlos; Emerson, Marcos Assunção, Zé Roberto (Giovanni) e Rivaldo (Zé Elias); Elber e Sonny Anderson (Jardel). Treinador: Candinho

Árbitro: René Temmink (Holanda)

Estádio: Balaídos, em Vigo (Espanha)

Veja imagens do confronto disputado em Vigo no ano de 1999:

Fonte: Terra

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