Futebol freestyle empolga público da Copa Coca-Cola
Uma das atrações da rodada final da Copa Coca-Cola em Belo Horizonte, o futebol freestyle empolgou o público que esteve presente no campo do Baleião. Com habilidade, técnica e criatividade, Mathaus Coelho, 18 anos, Luiz Fernando, 20, e Thales Ricardo, 22, da equipe Artbol Freestyle, arrancaram aplausos e pedidos de bis da plateia.
Ao som de hip-hop, os jovens fizeram malabarismos com a bola usando várias partes do corpo. "A batida casa bem com os movimentos. A música é forte e chama a atenção das pessoas", disse Luiz Fernando. "O hip-hop e o freestyle tiveram origem nas ruas, portanto há uma relação próxima entre essas artes", completa Mathaus.
A plasticidade dos movimentos fascina, principalmente, as crianças e os adolescentes. "Parece que eles têm um buraco na perna, para encaixar a bola", disse Bruno Silva, um dos garotos que assistia, atentamente, à performance do trio.
"Realmente o público dessa faixa etária fica mais empolgado, principalmente a garotada que joga futebol. São movimentos e habilidades diferentes. Eles observam e tentam reproduzir depois. Para ser um praticante de freestyle, você não precisa jogar futebol. Mas, com certeza, esse trato diferente com a bola seduz os mais jovens", afirma Thales.
A equipe foi criada há um ano e meio e faz apresentações por todo o país, mas a relação deles com o freestyle vem de antes. Luiz Fernando e Thales praticam desde 2008. Já Mathaus iniciou na modalidade há dois anos. Os treinos duram, aproximadamente, três horas e são realizados aos finais de semana. A rotina é necessária para manter a perfeição das manobras.
"Não existe segredo para praticar em alto nível o freestyle. Você precisa treinar bastante e manter essa atividade de forma periódica. É claro que é necessário uma certa habilidade natural, isso ajuda. Mas qualquer pessoa que quiser tem condições de praticar", explica Luiz Fernando.
Segundo o diretor da Artbol, Pablo Medeiros, o freestyle ganhou maior visibilidade no Brasil nos últimos anos. Porém, em Minas Gerais o esporte ainda tenta obter espaço.
"Nós somos a única equipe de Belo Horizonte. Hoje, fazemos exibições em várias cidades do estado, mas o esporte ainda é pouco difundido aqui. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, o cenário é bem mais favorável, mas a tendência é que o esporte cresça aqui também", conclui.
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