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França de 1986 teve 'Três Mosqueteiros' no meio de campo

18 out 2012 06h59
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A Copa de 1986 teve atuações antológicas de Maradona e acabou com a Argentina campeã. Mas, assim como o Brasil brilhou quatro anos antes sem ser campeão, a França roubou a cena naquele mundial, com as grandes defesas do arqueiro Bats, um meio de campo que ficou conhecido como "Os Três Mosqueteiros", um ataque comandado por Jean-Pierre Papin e um maestro chamado Michel Platini.

Michel Platini foi o maestro da seleção da França na Copa do Mundo de 1986
Michel Platini foi o maestro da seleção da França na Copa do Mundo de 1986
Foto: Getty Images



A França já vinha dando mostras de bom futebol desde a Copa de 1982, quando alcançou a semifinal e foi eliminada em um polêmico jogo contra a Alemanha Ocidental. Dois anos depois, Platini faria uma espetacular Eurocopa e conduziria o país ao inédito título, marcando nada menos do que nove gols em cinco jogos. Era natural, portanto, que o país chegasse ao mundial de 1986 como favorito.



A estreia no México seria contra a frágil seleção do Canadá. Na véspera do duelo, o treinador Henry Michel chegou a declarar que só ficaria preocupado com os adversários se o jogo fosse de hóquei no gelo. O que se viu em campo, porém, foi uma partida dura, e os europeus só venceram por 1 a 0 com um gol anotado por Papin, que viria a ganhar a Bola de Ouro quatro anos depois.



Já na segunda rodada, a equipe tropeçou na forte União Soviética, que saiu na frente com Rats no início do segundo tempo. Sete minutos depois, porém, começariam a brilhar os três mosqueteiros do meio de campo francês (que, como no livro, eram quatro): Fernandéz, Tigana, Giresse e Platini. Foi o primeiro deles o autor do gol que garantiu o empate. A vaga seria definida no terceiro duelo, diante da Hungria, e os bleus não decepcionaram, vencendo por 3 a 0, gols de Stopyra, Tigana e Rocheteau.



A adversária na oitavas de final era a poderosa Itália, atual campeã mundial. E quem desequilibrou em favor da França foi Platini, que abriu o placar logo aos 15min. O gol deixou os adversários nervosos, e Stopyra fechou o marcador, classificando os bleus para as quartas de final, quando enfrentariam o Brasil de Telê Santana, que contava ainda com astros como Zico, Sócrates e Careca.



O jogo foi um dos mais emocionantes daquele mundial. A seleção verde e amarela saiu na frente com Careca, que recebeu livre após uma linda tabela entre Júnior e Muller. O Brasil ainda acertou uma bola na trave, mas viu Platini, que fazia aniversário naquele dia, deixar tudo igual após uma bobeira da zaga. Na segunda etapa, Carlos e Bats fizeram defesas incríveis, e quando Careca conseguiu vencer o arqueiro francês, o travessão impediu a festa brasileira.



Na sequência, Zico, que entrou no jogo no lugar de Muller, lançou Branco, que foi derrubado na área. O ídolo flamenguista bateu, e Bats, que já fazia uma grande partida, se consagrou defendendo a cobrança. A decisão foi para os pênaltis, e o goleirão entrou de vez para a história ao pegar a batida de Sócrates. Platini ainda isolou sua cobrança, assim como Baggio faria oito anos depois, mas o chute na trave de Júlio César deu a vaga na semifinal para os franceses.



Porém, assim como acontecera na Copa anterior, os bleus mais uma vez caíram diante da Alemanha Ocidental, que chegou à decisão com gols de Brehme e Völler. A decepção pela eliminação foi tão grande que alguns dos principais jogadores se recusaram a jparticipar da disputa de terceiro lugar. Mesmo assim, a França venceu a Bélgica na prorrogação por 4 a 2. O episódio marcou o fim da brilhante geração de Platini, e a França só voltaria a disputar um novo mundial em 1998, já sob o comando de um novo ídolo: Zinedine Zidane.



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Fonte: PrimaPagina
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