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Copa Coca-Cola

Do capotão à Jabulani, colecionador reúne bolas das Copas

11 set 2012 - 07h34
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Um chute, uma cabeçada, uma defesa, uma dividida. Cada lance de uma partida de futebol deixa marcas impressas na bola. Após o apito final, podemos olhar para elas e saber um pouco do que se desenrolou sobre o gramado. Mais do que isso, o design e a tecnologia usados na redonda ao longo dos tempos nos ajudam a contar a história da evolução do próprio esporte. E é justamente esta possibilidade fascinante que fez com que Rafael Martins começasse a colecionar réplicas das bolas usadas em Copas do Mundo.

Telstar, da Copa de 1970, tem um design que se eternizou na memória do torcedor
Telstar, da Copa de 1970, tem um design que se eternizou na memória do torcedor
Foto: Rafael Martins / Divulgação

O professor de educação física conta que herdou a paixão pelo futebol de seu avô, que era palmeirense e morava em um prédio junto ao estádio Palestra Itália. "Sempre tive uma ligação muito forte com o esporte, principalmente nas Copas do Mundo. Não é à toa que as pessoas lembram dos acontecimentos de suas vidas de acordo com os mundiais", explica.

Já a vontade de colecionar surgiu às vésperas da edição de 2010, quando só se falava na Jabulani, terror dos goleiros que atuaram naquele torneio. A partir de então, Rafael começou a se informar sobre as bolas usadas nas competições anteriores, e descobriu que havia sido lançada nos Estados Unidos uma coleção de dez réplicas que iam desde o mundial de 1970 até o de 2006. "Não resisti e comprei. Foi uma grande loucura, pois saiu caro. Além disso, a encomenda ficou presa por três meses na alfândega. Tive de ir lá para liberar e pagar as taxas de importação", conta.

Porém, a aquisição só fez com que a vontade de colecionar crescesse, e Rafael resolveu ir atrás dos modelos mais antigos. Em suas pesquisas, descobriu um espanhol que havia herdado uma fábrica de couro e passou a produzir bolas de capotão, incluindo réplicas das usadas nas primeiras edições das Copas, usando materiais e desenhos das originais. "As pessoas me falavam que eu estava exagerando, mas quem gosta de colecionar sabe. É como se te desse uma coceira e você não conseguisse fazer outra coisa enquanto não for atrás o que deseja", diz.

Em 2011, ele viajou para Barcelona para fazer um curso e encontrou pessoalmente o espanhol. Assim, adquiriu as redondas de 1930, 34, 50 e 62. A de 66, por sua vez, comprou visitando um site esportivo da Inglaterra que estava vendendo um modelo especial inspirada na Copa organizada pelo país.

Para guardar os 16 itens de sua coleção, Rafael utiliza suportes para vasos, que foram afixados na parede do seu quarto. Porém, como ele vai se casar no final do ano, o destino das bolas já está sendo alvo de debate entre ele e sua noiva. "Eu vejo elas como objetos de decoração, então quero colocar na sala, em um móvel com vidro e iluminação", argumenta ele, que tem o maior ciúme dos seus itens. "Jamais chutei nenhuma delas. Apena mantenho as cheias e passo um pano para que fiquem sempre bonitas", completa.

Como todo bom pai, o professor de educação física evita apontar uma favorita, mas dá algumas pistas sobre sua preferência. "Acho a de 2006 revolucionária por causa do design dos gomos, mas a de 1970 tem um jeitão mais clássico e traz um significado especial para todos nós brasileiros", confessa. Agora, faltam apenas três bolas para que ele complete sua coleção: as de 1938, 54 e 58. E ele espera consegui-las essas até o início da próxima edição do mundial. "Também já tenho um lugar na parede separado para a Brazuca, que vou comprar assim que for lançada", finaliza.

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Fonte: PrimaPagina
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