Craque do voleio, Bebeto diz que jogada vem de arte marcial
Poucas coisas conseguem ser mais belas em uma partida de futebol do que um gol de voleio. Por isso mesmo, aqueles que assistiram Bebeto jogar certamente já tentaram imitar ou pelo menos se imaginaram fazendo a mesma jogada que tanto marcou a carreira do craque. O que nem todos sabem, no entanto, é que a facilidade que o atacante tinha em executar esse lance vem de uma expressão cultural tipicamente brasileira: a capoeira.
Praticante da arte marcial desde criança, o atacante acredita que este fato o ajudou a se aperfeiçoar no voleio, já que ele nunca fez qualquer outro treinamento voltado para isso. "Não é tão simples como imaginam. Você precisa analisar como a bola está vindo, ver se não há adversários por perto para não machucá-los e principalmente saber cair", explica, ressaltando que uma queda mal executada pode machucar bastante.
O parceiro de Romário na Copa de 1994 acrescenta que as jogadas que executava tinham um padrão. Por isso, quando alguém balança as redes de maneira parecida, até hoje usamos a expressão "voleio à la Bebeto" para descrever o lance. "Me sinto homenageado quando escuto isso. Mas não existe atualmente um jogador que faça muitos gols assim, os que acontecem são esporádicos", diz.
Para ele, não há um manual que ensine um atleta a se tornar especialista em voleios. No seu caso, Bebeto conta que as coisas simplesmente foram acontecendo naturalmente. "Os voleios começaram a sair de uma forma bonita e eficiente, então decidi arriscar cada vez mais esses lances durante as partidas. Felizmente, sempre tive muito êxito."
Golaço contra a Argentina de Maradona
O atacante afirma que jamais parou para contar quantas vezes foi às redes com um voleio. Porém, é muito rápido na hora de apontar qual deles foi o mais marcante de sua trajetória: aquele anotado na fase final da Copa América de 1989, em pleno Maracanã, contra a Argentina.
"Foi diante de um rival histórico e em um estádio que considero um dos maiores palcos do planeta. A seleção deles era excelente e estávamos enfrentando ninguém menos do que Maradona. Com certeza teve um sabor muito especial em minha carreira", confessa.
Ele ainda cita outro, anotado diante da África do Sul em amistoso disputado em 1996. O Brasil começou perdendo a partida por 2 a 0, mas no segundo tempo conseguiu o empate. "No final do jogo, depois de um excelente cruzamento do Zé Maria, a marcação não estava em cima e consegui me posicionar para pegar aquela bola de voleio. Um golaço em um jogo muito emocionante", resume.
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