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Eventos-teste e R$ 65 mi; veja desafios da Arena da Baixada

19 fev 2014
08h34
atualizado às 08h45
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<p>Arena da Baixada &eacute; a mais atrasada at&eacute; aqui e tem que correr contra o tempo para concluir obras at&eacute; a Copa do Mundo</p>
Arena da Baixada é a mais atrasada até aqui e tem que correr contra o tempo para concluir obras até a Copa do Mundo
Foto: Facebook / Reprodução

O mistério de Curitiba ser confirmada cidade-sede para a Copa do Mundo terminou nesta terça-feira, como previsto. Após muitas especulações sobre sua exclusão, a capital paranaense foi reafirmada oficialmente e garantida no Mundial. O risco de excluir uma sede neste momento traria problemas e um mico geral envolvendo todos os responsáveis pela escolha e envolvimento da cidade.

Perto das 12h20, o consultor de estádios da Fifa, Charles Botta, realizou a vistoria técnica na Arena da Baixada e constatou, após quase duas horas, a surpreendente evolução nos últimos 29 dias. Do dia 21 de janeiro pra cá, quando Valcke fez sua última visita a capital paranaense e cobrou melhorias consideráveis, o estádio saiu dos 88,8% para pouco mais de 91% das obras concluídas.

Essa porcentagem envolve as exigências feitas em janeiro e outros progressos: a grama colocada (em menos de uma semana), cobertura concluída, cadeiras instaladas (mais de 15 mil), conclusão da subestação elétrica, instalação dos refletores, início da montagem do telão, além dos vestiários e áreas de circulação, que estão em fase de acabamento.

Copa 2014: Videográfico com dados sobre a Arena da Baixada em Curitiba

"Governo, Prefeitura e Atlético-PR trabalharam e a cidade entendeu a pressão exercida. Está atrasado, mas estão trabalhando com afinco, sob pressão. As equipes da Fifa e do COL vão permanecer lá e a gestão do estádio estará sob nossa responsabilidade, com apoio da das autoridades envolvidas", completou Valcke.

Mesmo com o bom desenvolvimento nas últimas semanas, Curitiba ainda precisa finalizar o estádio e tem novos prazos para isso. "Vamos honrar todos os nossos compromissos, a população curitibana pode ter certeza disso", garantiu Gustavo Fruet.

Confira os cinco principais pontos para a entrega da Arena da Baixada:

Quais são as próximas datas-chave?
Até o final de março, o consultor da Fifa, Charles Botta, solicitou na reunião antes da vistoria técnica, dois eventos-teste no estádio. A data prevista para a obra estar apta a receber um jogo de futebol é no dia 30 de abril, e a conclusão total e entrega à Fifa na metade de maio.

"Em 15 de maio, o estádio estará pronto. Até o final de março ou começo de abril, faremos os primeiros testes", antecipou Valcke. As datas dessas duas partidas devem ser definidas até o final desta semana.

Qual será o investimento total da obra?
Orçada inicialmente em R$ 184 milhões, tendo um acréscimo para R$ 265 milhões, as obras da Arena da Baixada terão um custo final de R$ 330 milhões – ainda sendo o mais barato dentro de todos os estádios.

Quais pendências ainda precisam ser desatadas?
O principal desafio e preocupação da Fifa se consistia na engenharia financeira para concluir as obras do estádio. Na última quarta-feira, Governo, Prefeitura e Atlético-PR divulgaram uma nota solicitando o empréstimo de R$ 250 milhões, sendo R$ 65 milhões destinados à Arena da Baixada.

No dia seguinte, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) interviu e pediu a suspensão dos repasses, alegando que o orçamento final, o cronograma físico-financeiro e as justificativas para as alterações nas obras não foram enviadas.

Já nesta terça-feira, uma reunião envolvendo o prefeito Gustavo Fruet, o presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa, autoridades municipais e estaduais, e o consultor da Fifa, Charles Botta, definiu a forma que será financiado o fim da obra.

Como o processo para a liberação dos R$ 65 milhões não é rápido e leva um prazo que pode chegar a dois meses, a Fomento Paraná liberará dinheiro gradativamente, conforme andamento das obras, enquanto o empréstimo pedido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não é repassado.

<p>Membros da Fifa e do COL visitaram Arena da Baixada e ratificaram perman&ecirc;ncia do est&aacute;dio</p>
Membros da Fifa e do COL visitaram Arena da Baixada e ratificaram permanência do estádio
Foto: AP

"Não é doação de dinheiro público, é um empréstimo mediante garantias que foram apresentadas para que possamos ficar tranquilos de que a quantia será reembolsada", destaca Beto Richa, governador do Paraná. "Esse dinheiro estará garantido e, depois, será ressarcido pelo BNDES", completa Fruet.

Atualmente, com a liberação de R$ 39 milhões no dia 22 de janeiro, o fôlego financeiro termina no final deste mês. Assim, o valor inicial de R$ 6,5 milhões do empréstimo de R$ 131,1 milhões tomado pelo clube, via agência estadual, em 2012, será liberado ainda em fevereiro.

Qual o saldo político deste aperto?
Depois da bronca pública de Jérome Valcke em sua última visita a capital paranaense, os três responsáveis pelo andamento desta reforma precisaram tomar atitudes. O comitê gestor criado no plano emergencial, tendo uma união entre Governo, Prefeitura e Atlético-PR pela primeira vez é tida como fundamental para a confirmação da cidade no Mundial.

Mesmo com o presidente do clube, Mario Celso Petraglia, ironizando na época a ajuda vinda apenas no momento de aperto, todos os lados tiveram que engolir o orgulho e colocar mãos à obra para evitar o desastre e mico de ser a primeira cidade excluída de uma Copa do Mundo.

Jogadores do Atlético-PR visitam obras da Arena da Baixada

“Agora não é a hora de falar sobre isso, e sim destacar a união de todos os envolvidos nesta reta final", complementou Fruet. A mesma linha foi seguida pelo governador Beto Richa, que se pronunciou por intermédio do Twitter. "É o fruto do esforço conjunto. Isso faz com que Curitiba seja a terceira sede em número pedido de ingressos para a competição", declarou.

O que falta para ser feito até a Copa?
Além de terminar obras de acabamento, como banheiros, (os quatro) vestiários e áreas de circulação, a Arena da Baixada ainda possui sua fachada crua. Fora isso, Charles Botta solicitou um aumento de 300 operários (atualmente de 1,2 mil) e a limpeza diária de todas as áreas para facilitar e não acumular entulho.

Outros dois pontos importantes também precisam acelerar: telecomunicações, com o objetivo de iniciar testes de TI, rede de internet e suporte para transmissão de TV; estruturas temporárias, como para imprensa, patrocinadores e vistoria de segurança, que custará aproximadamente R$ 40 milhões e será arcado pela Prefeitura.

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Fonte: PGTM Comunicação - Especial para o Terra PGTM Comunicação - Especial para o Terra
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