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Clube israelense terá explicar por que não contrata jogadores árabes

9 jul 2015 - 12h11
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O Beitar Jerusalem foi convocado pela Comissão para a Igualdade de Oportunidades de Emprego do Ministério da Economia para dar explicações sobre o fato de não contratar jogadores árabes, um amedida sem precedentes, disseram fontes do clube.

A Comissão não confirmou nem desmentiu a convocação ou que tenha planos de punir a diretoria do clube até que seja provado que não há uma política discriminatória contra a minoria árabe, segundo publicou nesta quinta-feira o jornal ""Ha'aretz"". No entanto, fontes do Beitar garantem que foram convocados muito cedo e que ainda elaboram um discurso.

O jornal informa que essa é a primeira vez que o Beitar é chamado oficialmente para se explicar por que continua a ser a única equipe da primeira divisão do Campeonato Israelense que nunca teve um jogador árabe. O argumento usado durante anos pelo clube foi que "os jogadores árabes não querem ser contratados" por eles.

No entanto, a alegação cai em contradição após a imprensa esportiva local ter publicado recentemente que vários jogadores árabes não se importariam ou até gostariam de defender o clube.

O treinador da equipe fez o Beitar voltar ao centro das atenções em abril devido a comentários de tom racista. Segundo ele, a política é de não contratar jogadores árabes para "não criar tensões desnecessárias".

O clube é conhecido pelos insultos racistas de seus torcedores contra os árabes. Em 2013, a sede do Beitar foi incendiada pelos próprios torcedores após a contratação de dois jogadores muçulmanos chechenos.

O Ministério da Economia se absteve durante muitos anos de lidar com o assunto, assim como a Associação de Futebol Israelense, o Ministério de Cultura e Esporte, o Conselho de Apostas Esportivas e a prefeitura de Jerusalém.

A Associação de Futebol Palestina denunciou o racismo nos estádios e clubes israelenses no último congresso mundial da Fifa.

EFE   
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