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CBF terá 72 árbitros profissionais e prevê rebaixamento e promoção de juízes; veja detalhes

Confederação vai assinar contrato com 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 que atuam no VAR; entidade reserva R$ 195 milhões para programa de profissionalização

27 jan 2026 - 16h11
(atualizado às 16h16)
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A CBF apresentou nesta terça-feira, 27, detalhes sobre a profissionalização da arbitragem brasileira, processo que se intensificou em outubro do ano passado, quando a confederação criou um grupo de trabalho para definir diretrizes de mudanças no setor.

A CBF escolheu os 72 profissionais com os quais terá contrato de trabalho. Serão 20 árbitros - 11 deles do quadro da Fifa -, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR). Ao final de cada temporada, ao menos dois de cada função estarão sujeitos a rebaixamento. E outros que tenham se destacado podem ser promovidos.

Os 72 profissionais devem fazer parte das escalas de todas as 380 partidas do Brasileirão. Existe a possibilidade de serem escalados também em jogos importantes da Copa do Brasil e outras partidas da Série B.

Foram algumas reuniões entre os membros do grupo de trabalho até a CBF apresentar o plano de modernização da arbitragem. A ideia é implementar a maior parte das mudanças já nesta temporada. A confederação diz que investirá R$ 195 milhões para o desenvolvimento e profissionalização dos árbitros em 2026 e 2027.

Os árbitros passarão a ter uma remuneração fixa, além de taxas variáveis e bônus por desempenho. Eles não têm exclusividade na função, isto é, podem se dedicar a outras atividades fora do futebol. O orçamento da confederação prevê cerca de R$ 12 milhões para remunerar os profissionais da arbitragem.

O salário dos profissionais não foi divulgado. Certo é que seguirão tendo maiores vencimentos os árbitros que fazem parte do quadro da Fifa em relação aos que compõem apenas o quadro nacional.

Outra novidade é que, como os jogadores, os árbitros também terão direito a acompanhamento com um grupo de profissionais, entre eles preparadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos.

Haverá também uma rotina de capacitação, com imersões mensais e aulas teóricas, além de testes e sessões práticas em campo. Poderão dispor também de recursos da análise de desempenho, com feedbacks individualizados após cada jogo.

"Trata-se de uma mudança estrutural profunda e necessária, pedida há décadas por todos aqueles que amam nosso esporte. Uma pauta que precisava ser estudada com todos os setores do futebol e implementada com firmeza, mas que estava adormecida aqui na CBF", afirmou o presidente Samir Xaud.

Em entrevista ao Estadão, Netto Góes, coordenador do grupo de trabalho, havia dito que existe o plano de que os árbitros recebam bônus não só condicionados aos acertos em campo, mas também a avaliações feitas por esses profissionais que vão acompanhar os juízes.

"A gente pensa em colocar bônus por êxito dentro das atuações deles, então se dentro do que eles vão atuar na partida, as avaliações feitas por esses fisioterapeutas, por esses preparadores para esses analistas dentro da performance que ele tiver forem positivas, pensamos no ranking de desenvolvimento nessa própria matriz profissionalização, esse árbitro pode vir sim a receber bônus", disse Góes.

A iniciativa da CBF é uma resposta às críticas direcionadas à arbitragem brasileira, sempre envolvida em erros e alvo de reclamações dos principais clubes do País, ano após ano, sobretudo em jogos do Brasileirão.

A CBF vai poder continuar a colocar árbitros na "geladeira" caso ache necessário, afastando-os por um período indeterminado.

O programa específico para a arbitragem brasileira é baseado em modelos já existentes, como da Inglaterra, Itália e Espanha, assim como da MLS, a liga dos Estados Unidos.

Estadão
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