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Sindicato contestado por atletas do Palmeiras apoia suspensão do jogo contra o Flamengo

26 set 2020
19h40
atualizado às 22h25
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Contestado pelo elenco do Palmeiras, o Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo se manifestou sobre o imbróglio em torno do jogo contra o Flamengo neste sábado. Em nota, a entidade presidida pelo ex-goleiro Rinaldo Martorelli apoiou a suspensão da partida.

Na última quinta-feira, o Sindicato ameaçou pleitear o adiamento da partida entre Palmeiras e Flamengo na Justiça. No mesmo dia, o elenco do time alviverde desautorizou a entidade a agir em seu nome e reiterou o desejo de disputar o jogo normalmente.

Neste sábado, porém, o Tribunal Regional do Trabalho-RJ determinou a suspensão da partida, medida que ainda pode ser revertida. Na visão do Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, a decisão "é um exemplo a ser seguido não apenas para este duelo, mas para todo o restante do Campeonato Brasileiro 2020".

A entidade presidida por Rinaldo Martorelli classifica a medida como um duro golpe ao que chama de "gestores irresponsáveis" e vê a CBF na "contramão do mundo". Contestado publicamente pelos jogadores do Palmeiras, o Sindicato também se referiu a eles em sua nota.

"Compreendemos também a ansiedade dos atletas da S.E. Palmeiras para que a partida acontecesse. A representatividade de um sindicato, em muitas ocasiões, é a de proteger o atleta até de si mesmo, seja por coação dos patrões ou da própria valentia do jogador brasileiro de não fugir do combate", diz o texto.

O jogo entre Palmeiras e Flamengo, válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, está inicialmente marcado para as 16 horas (de Brasília) deste domingo, no Allianz Parque. Na manhã deste sábado, o técnico Vanderlei Luxemburgo fez os últimos ajustes na equipe.

Confira o comunicado na íntegra:

A decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, que adiou a partida entre Palmeiras e Flamengo marcada para este domingo (27), em São Paulo, é um exemplo a ser seguido não apenas para este duelo, mas para todo o restante do Campeonato Brasileiro 2020.

A suspensão assinada pelo juiz do trabalho Filipe Olmo defende a ciência e é um duro golpe contra gestores irresponsáveis, que colocam o dinheiro à frente do ser humano.

A CBF mais uma vez confirma que está na contramão do mundo, principalmente dos médicos.

Criou um protocolo que nasceu fragilizado, fato que nos levou a defender a criação de um novo documento, enviado em 11 de agosto de 2020, em que solicitamos que a CBF mudasse sua estratégia para que os campeonatos pudessem prosseguir.

Na ocasião, tomamos por base dois exemplos utilizados com sucesso pelo mundo: o primeiro na Alemanha, que isolou e testou os atletas com o tempo hábil para que os resultados pudessem ser aproveitados, ou o segundo, da NBA americana, que "blindou" os jogadores e demais membros das equipes em um único complexo esportivo para que a competição transcorresse com um risco mínimo.

Portanto, em nosso ponto de vista e com base nas condições de nosso país, reforçado pela posição responsável da medicina, entre elas, a do nosso médico representante, Dr. Renato Anghinah, o retorno do futebol brasileiro só seria possível por um desses dois caminhos.

Compreendemos também a ansiedade dos atletas da S.E. Palmeiras para que a partida acontecesse. A representatividade de um sindicato, em muitas ocasiões, é a de proteger o atleta até de si mesmo, seja por coação dos patrões ou da própria valentia do jogador brasileiro de não fugir do combate.

Por fim, reforçamos nossa luta desde 1947 em defesa dos atletas profissionais como o ÚNICO SINDICATO LEGALMENTE AUTORIZADO a representar a categoria em todo o estado de São Paulo.

Diretoria

Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo

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