Bonecos "minicraque" têm boom em 2010; veja todos modelos
25 nov2010 - 11h32
(atualizado às 19h02)
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Dassler Marques
Direto do Rio de Janeiro
Quem tem pelo menos 16 anos deve se lembrar da febre dos fãs de futebol, em 1998, pelos bonecos minicraque. Lançados pela Coca-Cola antes mesmo da convocação para o Mundial, os jogadores da Seleção Brasileira viraram coqueluche e, tão logo, peça de museu. A explosão nos departamentos de marketing dos grandes clubes brasileiros, porém, permitiu que exemplares semelhantes ganhassem as prateleiras das lojas de artigos esportivos em 2010.
A empresa Mundo da Bola, em conjunto com o artista plástico Wilson Iguti, reativou essa propriedade e vem colhendo frutos. Prestes a lançar no mercado os bonecos do vascaíno Carlos Alberto e dos palmeirenses Kleber e Valdivia, ela irá alcançar um total de oito jogadores retratados neste ano. Nomes como Fred, Conca e Ronaldinho podem pintar em um futuro próximo.
Leonardo Lanzetta, gerente de marketing da fabricante, explica que outros jogadores de destaque também foram entregues aos clubes, que por diferentes motivos não levaram a ideia do licenciamento adiante. "Às vezes um precisa ver o sucesso do outro para acreditar no produto. Em outros casos, o departamento de marketing está priorizando outra coisa", conta ao Terra.
Segundo a empresa, os bonecos do Santos são os recordistas de venda. Lançadas com bastante tumulto em julho, no Shopping Aricanduva em São Paulo, as peças de Neymar, Ganso e Robinho venderam 11 mil exemplares graças a convênio com uma loja de brinquedos. Em geral, os clubes ficam com 7% a 15% do valor de cada boneco vendido a cerca de R$ 60, mas eventualmente podem repassar uma fatia ao próprio jogador - depende do contrato de cessão de direitos de imagem.
Com estande montado na Soccerex Global Convention, a empresa ampliou seu leque de clientes e formalizou acordos com clubes como os argentinos Racing e Boca Juniors e o paraguaio Cerro Porteño. Também deve, no futuro, fazer bonecos de ídolos do passado, como os campeões da Copa de 70.
Na prática, o primeiro boneco é feito em argila, permitindo a criação de um molde para a produção industrial. O primeiro exemplar passa pelas mãos de clubes e jogadores. Esse processo todo pode durar até 60 dias.
Depois de Marcos ser um dos bonecos de maior sucesso, o Palmeiras apresentará nos próximos dias a dupla Valdívia e Kléber
Richarlyson teve sua saída do São Paulo anunciada nesta terça-feira pela diretoria do clube; jogador é especulado no Fluminense
Foto: Getty Images
Richarlyson era o segundo jogador com mais tempo e jogos no São Paulo, atrás somente de Rogério Ceni; no clube, conquistou o Mundial de Clubes de 2005 e o tricampeonato Brasileiro
Foto: Getty Images
Richarlyson atuou no São Paulo entre 2005 e 2010
Foto: Getty Images
Contratado em 2005, Richarlyson frequentou o banco de reservas por muito tempo; o atleta aparecia como opção para a meia ou a ala esquerda
Foto: Gazeta Press
Em um dos seus primeiros jogos como volante, Richarlyson foi titular do São Paulo na finalíssima da Copa Libertadores de 2006, conquistada pelo Internacional; ele substituiu Josué, que foi expulso no primeiro jogo
Foto: Gazeta Press
Richarlyson chegou ao São Paulo após estar perto de fechar sua ida ao rival Palmeiras
Foto: Bruno Miani/Vipcomm / Divulgação
Em 2007, Richarlyson viveu sua melhor fase no São Paulo formando ótima dupla de volantes com Hernanes
Foto: Bruno Miani/Vipcomm / Divulgação
Richarlyson enfrentou resistência de parte da torcida do próprio clube, que se recusava a gritar seu nome antes das partidas; outros são-paulinos, porém, faziam questão de homenageá-lo
Foto: Wander Roberto/Vipcomm / Divulgação
As boas atuações no São Paulo renderam a Richarlyson um chamado à Seleção Brasileira; sua estreia foi em amistoso com a Irlanda, em que o atleta foi titular na lateral esquerda
Foto: Getty Images
Richarlyson ainda atuou pela Seleção Brasileira em amistoso com a Suécia, em março de 2008
Foto: Getty Images
Em baixa no São Paulo de 2008, Richarlyson voltou ao time na reta final do Campeonato Brasileiro e teve boas atuações; jogador passou a oscilar quando começou a ser escalado em múltiplas posições
Foto: Gaspar Nóbrega/Vipcomm / Divulgação
Richarlyson se destacou em sua passagem no São Paulo por sua capacidade de atuar em setores diferentes do campo: jogou como meia, lateral esquerdo, volante e zagueiro
Foto: Gaspar Nóbrega/Vipcomm / Divulgação
Por outro lado, Richarlyson foi criticado por abusar de faltas, cartões, reclamações e passes errados
Foto: Getty Images
Durante sua passagem pelo São Paulo, Richarlyson ganhou o apelido de "Ricky"
Foto: Wander Roberto/Vipcomm / Divulgação
Richarlyson deixa o São Paulo após mais uma expulsão, a última contra o Fluminense - seu provável futuro clube