EUA acusam Rafa Márquez de ligação com tráfico de drogas
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos disse nesta quarta-feira que sancionou o astro de futebol mexicano Rafa Márquez e mais de 20 outros por possíveis ligações com um suposto chefe do narcotráfico, manchando a reputação de um dos gigantes do esporte do México.
Márquez, além de um cantor popular conhecido como Julión Álvarez e quase duas dúzias de outros cidadãos mexicanos, são acusados de ter laços financeiros com Raul Flores Hernández, um suposto traficante de drogas com conexões com o cartel de Sinaloa e a gangue Nova Geração de Jalisco.
O Tesouro dos EUA disse que a medida foi "a maior ação individual da lei contra um cartel de drogas mexicano que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) já designou" e chega no momento em que o presidente Donald Trump prometeu acabar com os cartéis do país vizinho.
"Raul Flores Hernández opera há décadas por causa de seus relacionamentos de longa data com outros cartéis de droga e de seu uso de laranjas para mascarar seus investimentos de lucros ilegais de drogas", disse o diretor da Ofac, John E. Smith, em um comunicado, classificando a medida como uma "grande ação conjunta" com o México.
Márquez, natural de Michoacán, Estado assolado por cartéis, jogou nos clubes europeus Barcelona e Mônaco, e ocasionalmente ainda atua como capitão da seleção mexicana, tendo representado seu país em quatro Copas do Mundo.
De acordo com documentos no site do Tesouro, Márquez se ligou à organização de Flores Hernández por meio de uma escola de futebol chamada Escuela de Futbol Rafael Márquez, além de vários outros empreendimentos esportivos e de saúde.
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