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Espanha aposta na segunda seleção mais jovem de sua história, para buscar o bi da Copa do Mundo

Elenco da 'La Roja' chega ao Qatar com média de 25,6 anos. Apenas a geração de 1934, que foi eliminada pelo Brasil, era mais nova, segundo o jornal 'Marca'

15 nov 2022 - 08h13
(atualizado às 11h03)
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Nas últimas décadas, a Espanha elevou seu patamar no futebol com conquistas e um estilo que encantou o mundo. Sob a batuta de Xavi e Iniesta, a seleção carimbou os títulos da Copa de 2010 e o bi da Euro, em 2008 e 2012. Contudo, o atual momento é bem diferente. Após as decepções de 2014 e 2018, a 'La Roja' passa por uma transição, com um grupo repleto de jovens promissores.

O processo de transição entre gerações é comum em qualquer área, não sendo diferente no futebol. O técnico Luís Enrique passa pela mesma configuração que Luís Aragonés iniciou em 2006, na Copa da Alemanha. Foi ali que, apesar da queda nas oitavas de finais para a França, se iniciou a construção de um time forte e competitivo que dominou o mundo quatro anos depois.

Sem entrar em uma comparação direta com a geração anterior, é preciso salientar que esse grupo será o segundo mais jovem da história da Espanha (idade média de 25,6 anos). Apenas a geração de 1934, que foi eliminada pelo Brasil, era ainda mais nova, segundo o periódico 'Marca'.

Na Rússia, Lopetegui convocou cinco campeões e dez estreantes. Quatro anos depois, apenas um remanescente de 2010 faz parte do grupo: Busquets. Apenas outros cinco já têm experiência em Mundiais: Carvajal, Jordi Alba, Azpilicueta, Koke e Asensio.

Com o bom desempenho na última Euro (semifinalista), o treinador decidiu rejuvenescer o grupo com jovens promissores. Assim, chega para a Copa com oito jogadores abaixo de 23 anos: Gavi, Pedri, Ansu, Nico Williams, Yeremy, Eric, Ferran e Guillamón. Na Euro, eram três (Pedri, Ferran e Eric Garcia).

O sistema ofensivo tem apenas Asensio, que já disputou a Copa do Mundo. Morata, por sua vez, ficou de fora em 2018 e perdeu espaço para Rodrigo Moreno e Iago Aspas naquela época. Desta vez, o atacante do Atlético de Madrid terá que ser decisivo na frente. A defesa é uma incógnita, pois o treinador decidiu não levar os experientes Sérgio Ramos e o goleiro De Gea.

Mudam-se as peças, mas não se modifica a essência. O estilo de jogo característico da Espanha segue vivo mesmo com outro treinador (vem da escola do Barcelona). O toque e a posse de bola como forma de controlar o adversário e ter tranquilidade para chegar ao gol são aspectos fundamentais. No meio, setor essencial para fazer a bola rodar, Thiago Alcântara é uma baixa importante e certamente fará falta.

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Resta saber se a falta de uma mescla maior entre jovens e outros com mais rodagem irá pesar. É inegável que esta geração tem talento e enche o torcedor de esperança. Porém, caberá a Busquets, Jordi Alba e o próprio Morata transmitirem tranquilidade para alavancar a juventude espanhola rumo à segunda estrela mundial.

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