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Eliminado pela LDU, Mirassol encerra sonho, mas Brasil segue forte na Libertadores

Veja o que a Libertaodres da América reserva na reta final

5 set 2026 - 12h56
(atualizado às 14h22)
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Resumo
Apesar da eliminação histórica do Mirassol nos pênaltis para a LDU, o futebol brasileiro mantém sua hegemonia na Copa Libertadores. O país conta com quatro representantes nas quartas de final: Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Fluminense, que disputarão vagas nas semifinais contra equipes da Argentina e do Equador em setembro. A expressiva presença nacional reforça o favoritismo do Brasil, que busca o oitavo título consecutivo no torneio, impulsionado pela força financeira de seus elencos.

O Mirassol encerrou a participação inédita na Copa Libertadores da América na noite de 20 de agosto, eliminado pela LDU nos pênaltis (5 a 4), depois de empate sem gols no tempo normal, na Casa Blanca, em Quito. O time paulista escalou reservas para o confronto (Reinaldo, Eduardo e Wallisson sequer viajaram ao Equador), priorizando o Campeonato Brasileiro, e mesmo assim criou chances suficientes para levar a decisão às penalidades. Victor Luís desperdiçou a primeira cobrança da equipe brasileira, e os equatorianos converteram as cinco tentativas.

Foto: Imagem de Alexander Fox | PlaNet Fox por Pixabay
Foto: Imagem de Alexander Fox | PlaNet Fox por Pixabay
Foto: Imagem de Alexander Fox | PlaNet Fox por Pixabay / RTI Esporte

A queda do Mirassol, porém, não encerra a campanha brasileira na competição. Ao todo, seis clubes do país avançaram da fase de grupos para o mata-mata, número que reflete o momento de força do futebol nacional dentro do torneio continental, e quatro deles seguem vivos depois da rodada de oitavas de final concluída em 20 de agosto. Nas quartas, os confrontos ficaram definidos assim: Estudiantes x Corinthians, Flamengo x Independiente del Valle, Palmeiras x LDU e Fluminense x Platense, com cronograma completo de datas, horários e locais confirmado pela Conmebol em 27 de agosto.

Esse cenário também aquece o mercado de apostas esportivas, e quem busca opções para apostar na Copa Libertadores encontra o Brasil na posição de favorito coletivo do torneio, com quatro entre os oito melhores times remanescentes. Quem pesquisa apostas na Libertadores nesta fase da competição também esbarra com frequência em duas perguntas praticamente idênticas: quem tem mais chance de ganhar a Libertadores 2026 e quem vai ganhar a Libertadores 2026. Um levantamento recente sobre valor de elenco colocou clubes brasileiros nas cinco primeiras posições do ranking geral da competição, reforçando por que o país mira o oitavo título consecutivo, marca inédita na história da Libertadores.

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Esse tipo de estatística também move o interesse por dados de mercado, e nomes como a Stake Brasil já classificam o torneio entre os mais buscados do calendário de agosto e setembro, num momento em que praticamente toda semifinal em potencial reúne pelo menos um representante nacional. Entre os quatro clubes ainda vivos, o Flamengo aparece como um dos nomes mais cotados nas casas de apostas, e consultar as odds do Flamengo virou hábito recorrente até para quem não costuma acompanhar o mercado de perto. Vale reforçar que qualquer mercado de apostas envolve risco e é indicado apenas a maiores de 18 anos, conforme orienta o Ministério da Fazenda ao lembrar que aposta não é investimento.

Para quem pretende ir além do resultado, os palpites na Libertadores divulgados por casas de apostas e veículos especializados costumam cruzar retrospecto direto, momento de forma e desfalques antes de qualquer entrada, metodologia que ganha ainda mais relevância numa fase do torneio marcada por confrontos equilibrados e resultados decididos nos detalhes, caso das duas eliminações brasileiras recentes por pênaltis ou margem mínima.

O confronto que decidiu o destino do Cruzeiro

Entre os embates das oitavas, o duelo brasileiro entre Cruzeiro e Flamengo resumiu bem o nível da fase eliminatória. Depois do 1 a 1 no Mineirão, com gols de Arroyo e Lucas Paquetá, o Flamengo confirmou a vaga nas quartas com vitória por 2 a 1 no Maracanã, em 19 de agosto, gols de Arrascaeta e Samuel Lino, com Lucas Romero descontando para o time mineiro. O agregado fechou em 3 a 2 para o time carioca. Na zona mista, o meia Pedrinho lamentou o resultado do primeiro jogo como fator decisivo. "Sabíamos que era difícil e não vencemos em casa", disse o jogador do Cruzeiro, após a eliminação.

Com a queda na Libertadores, o Cruzeiro concentra as fichas na Copa do Brasil, competição em que segue vivo e na qual já enfrenta o próprio Atlético-MG nas quartas de final. O jogo de ida terminou empatado em 1 a 1, no Mineirão, em 25 de agosto, com gols de Keny Arroyo e Renan Lodi, decisão que fica para a volta, na Arena MRV, em 1º de setembro. O clube segue sob o comando de Artur Jorge, que soma o desafio de reverter o resultado internacional recente ao de brigar por competitividade no Brasileirão e na própria Copa do Brasil na reta final da temporada.

Corinthians avança com um a menos em campo

Do lado paulista, o Corinthians garantiu vaga nas quartas de final com vitória por 1 a 0 sobre o Rosario Central, em 20 de agosto, na Neo Química Arena, mesmo jogando a maior parte da segunda etapa com um homem a menos, depois da expulsão de Raniele. O gol da classificação saiu aos 34 minutos do segundo tempo, marcado por Breno Bidon, em jogada iniciada por cobrança de falta do holandês Memphis Depay, que retornava ao time após 85 dias afastado por conta de imbróglio contratual.

A partida, disputada diante de 46.552 pagantes, rendeu R$ 3,8 milhões aos cofres do clube só de bilheteria, número que ilustra o apelo comercial da Libertadores mesmo em fases anteriores à decisão. Com a vitória, o Corinthians avançou às quartas de final para enfrentar o Estudiantes, da Argentina, que eliminou a Universidad Católica, do Chile, no agregado de 4 a 1. O jogo de ida está marcado para 9 de setembro, às 21h30, no UNO Jorge Luis Hirschi, na Argentina, e a volta acontece em 16 de setembro, na Neo Química Arena.

O clube também monitora a recuperação do meia André, que iniciou a transição para o campo depois de lesão sofrida no início de agosto e é aguardado como opção para o confronto com o Estudiantes.

Palmeiras e Fluminense completam o quadro brasileiro

O Palmeiras chegou às quartas de final depois de vencer o Cerro Porteño por 1 a 0, no Paraguai, resultado que também definiu o adversário da equipe na sequência: a própria LDU, algoz do Mirassol, que agora enfrenta o Alviverde na disputa por vaga na semifinal. As duas equipes já se cruzaram na semifinal do ano anterior, com o Palmeiras revertendo desvantagem de três gols na partida de volta, em São Paulo, retrospecto verificável na tabela da Libertadores de 2025 que reforça o histórico de jogos de mata-mata equilibrados entre brasileiros e o clube equatoriano nas últimas edições do torneio.

Já o Fluminense avançou às quartas ao superar o Independiente Rivadavia, da Argentina, nos pênaltis, e enfrenta agora o Platense na sequência da competição. O clube carioca é o único dos quatro representantes brasileiros remanescentes ainda sem confronto direto contra outro time nacional garantido até a semifinal, cenário que preserva, ao menos matematicamente, a possibilidade de uma final 100% brasileira, hipótese que ganhou força ao longo da fase de grupos justamente pela quantidade elevada de clubes do país presentes no mata-mata.

O que a queda do Mirassol representa

Apesar da eliminação, a campanha do Mirassol na Libertadores segue como um dos capítulos mais relevantes da história recente do clube, fundado em 9 de novembro de 1925 e que completou o centenário em 2025. A equipe, sediada na cidade de menor população a disputar a Série A em quatro décadas (65 mil habitantes, segundo dado histórico do próprio clube), garantiu vaga na fase de grupos da Libertadores ao terminar em quarto lugar no Brasileirão do ano anterior, com 67 pontos, apenas seis anos depois de disputar a Série D do futebol nacional.

O trajeto até a elite nacional passou por três acessos consecutivos em divisões distintas: da Série D à Série C em 2021, da Série C à Série B em 2023, e da Série B à Série A em 2024, sempre com campanhas de destaque e, nos dois primeiros casos, com título da respectiva divisão. A entrada na Libertadores logo no primeiro ano na elite nacional colocou o clube na rara posição de disputar competição continental antes mesmo de completar duas temporadas seguidas na Série A, feito que reforça o caráter atípico da trajetória mirassolense dentro do calendário do futebol brasileiro.

Na fase de grupos deste ano, o Mirassol somou resultados como vitórias sobre a própria LDU (2 a 0, em casa) e sobre o Always Ready (2 a 0, fora), além de vitória diante do Lanús (1 a 0). No mata-mata, o empate em 1 a 1 no jogo de ida, no Maião, deixou a vaga em aberto para o confronto de volta, decidido nos pênaltis depois de uma atuação defensiva surpreendente para a equipe naquele momento da temporada, em condições adversas de altitude, a 2.850 metros acima do nível do mar. Antes do confronto em Quito, o histórico de equipes brasileiras na capital equatoriana já sinalizava a dificuldade do desafio: apenas sete vitórias em 33 jogos anteriores contra clubes locais na altitude da cidade.

Eliminado também da Copa do Brasil na mesma janela (derrota para o Grêmio por 2 a 1 no agregado das oitavas), o Mirassol concentra agora toda a energia da temporada no Campeonato Brasileiro, onde ocupa a zona de rebaixamento, com 23 pontos, cenário bem distante da disputa por vaga continental que caracterizou a campanha do clube na edição anterior do torneio nacional. O primeiro teste pós-Libertadores acontece diante do Palmeiras, em 30 de agosto, no Maião, pela Série A, seguido de jogo atrasado contra o Flamengo, no Rio de Janeiro, referente a partida da 4ª rodada adiada no início do campeonato, e de confronto fora de casa contra o Coritiba, pela 26ª rodada.

Como o retrospecto brasileiro se compara ao histórico do torneio

O Brasil busca, com os quatro clubes remanescentes, ampliar uma hegemonia recente na Libertadores. Nas últimas edições, equipes brasileiras dominaram tanto o número de finalistas quanto o de campeões, e a presença de quatro representantes nas quartas de final desta edição, à frente de rivais tradicionais como Argentina e Colômbia na fase eliminatória, reforça esse cenário. Some-se a isso o dado sobre o valor de elenco, que colocou cinco clubes do país nas primeiras posições do ranking financeiro do torneio, métrica frequentemente citada por analistas como indicador de força econômica e competitiva sustentada, não apenas resultado pontual de uma temporada.

Para o torcedor que acompanha a competição de perto, a Conmebol confirmou, em 27 de agosto, o cronograma detalhado das quartas de final. O Fluminense abre a fase em 8 de setembro, contra o Platense, no Maracanã, às 19h. No dia seguinte, 9 de setembro, o Palmeiras recebe a LDU no Nubank Parque, também às 19h, e o Estudiantes recebe o Corinthians na Argentina, às 21h30. O Flamengo fecha a rodada de ida em 10 de setembro, no Estádio Olímpico Atahualpa, diante do Independiente del Valle, adversário que só ficou definido depois da eliminação do Tolima. Os jogos de volta acontecem entre 15 e 17 de setembro, com Platense x Fluminense abrindo em 15/9, LDU x Palmeiras e Corinthians x Estudiantes disputados em 16/9, e Flamengo x Independiente del Valle fechando a fase em 17/9, no Maracanã. Ou seja, tanto o Flamengo quanto o Corinthians decidem a vaga em casa, enquanto Fluminense e Palmeiras encaram a decisão fora, esse último às voltas com a altitude equatoriana. Quem se pergunta como apostar na Copa Libertadores de forma mais criteriosa nesta reta do torneio costuma recorrer justamente a esse tipo de mapeamento antecipado do chaveamento, cruzando o caminho de cada clube brasileiro com o nível dos adversários argentinos e equatorianos remanescentes.

Vale notar que os quatro confrontos de quartas de final reúnem, sem exceção, um representante brasileiro contra um clube argentino ou equatoriano, incluindo o duelo já definido entre Flamengo e Independiente del Valle. Esse padrão de confrontos cruzados entre os dois principais blocos futebolísticos do continente reforça a leitura de que o Brasil disputa a competição, neste momento, praticamente como um campeonato à parte dentro do próprio torneio continental, tamanha a concentração de clubes do país entre os favoritos nessa altura da competição.

A Libertadores segue, então, como um dos poucos torneios do calendário sul-americano em que o Brasil concentra tanto volume de representantes numa mesma fase, cenário que deve manter o país no centro das atenções até a decisão final da competição, mesmo com a saída precoce, mas histórica, do Mirassol. Os jogos de ida, distribuídos entre 8 e 10 de setembro, também mostram a força comercial da competição no calendário da TV aberta e do streaming brasileiros, com transmissões divididas entre Globo, ESPN, Disney+ e Paramount+, e prometem repetir o padrão observado nas oitavas, jogos equilibrados, decididos nos detalhes, e com público capaz de lotar os principais estádios do país, como já mostrou o Corinthians ao reunir mais de 46 mil pagantes na Neo Química Arena mesmo numa quinta-feira de confronto eliminatório contra um adversário fora do radar do grande público.

RTI Esporte
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