PUBLICIDADE
AO VIVO
Terraiá ao vivo: assista ao show do Forró da Gota direto de Salvador

Messi

Messi pode sentar à mesa dos gênios: futebol paga a sua dívida com o craque

Camisa 10 realiza o sonho de levar a Argentina ao título de campeã mundial da Copa

18 dez 2022 - 14h59
(atualizado às 20h02)
Compartilhar
Exibir comentários
Messi celebra conquista da Copa do Mundo 2022 pela Argentina
Messi celebra conquista da Copa do Mundo 2022 pela Argentina
Foto: Kai Pfaffenbach

Lionel Andrés Messi Cuccittini, obrigada! Hoje o futebol quitou a sua dívida com quem melhor tratou a bola nos últimos 20 anos. O camisa 10 argentino encantou a todos com os seus dribles, passes geniais e gols antológicos. Ele ganhou tudo o que podia com o Barcelona, enfileirou prêmios individuais, destroçou recordes, mas faltava o maior sonho: ser campeão mundial com a Argentina. Agora, não falta mais. O craque brilhou na decisão contra a França e levou o seu país ao tricampeonato da Copa.

Aos 35 anos, Messi usou a primeira parte da temporada europeia para se preparar para o Mundial. Ele dosou treinos, se poupou e não arriscou entrar em campo pelo PSG com dores. Na preparação argentina, o ídolo também foi poupado de algumas atividades iniciais. Tudo planejado para que ele pudesse fazer no Catar a Copa da sua vida. Não é exagero dizer que essa será conhecida como a ‘Copa de Messi’. O craque atuou em altíssimo nível, contagiou os companheiros e torcedores.

O peso de mais de 20 anos sem títulos da seleção masculina argentina não existe mais há um ano e meio, desde a conquista da Copa América contra a Seleção Brasileira, no Maracanã, no ano passado. O título é lembrado no principal hit dos argentinos no Catar: “Las finales que perdimos, cuántos años las lloré (as finais que nós perdemos, por quantos as chorei). Pero eso se terminó porque en el Maracaná (Mas isso acabou, porque no Maracanã), la final con los brazucas la volvió a ganar papá… (A final com os brazucas voltou a ganhar o papai), Muchachos, ahora nos volvimos a ilusionar (rapaziada, agora voltamos a nos iludir), quiero ganar la tercera, quiero ser campeón mundial (quero ganhar a terceira, quero ser campeão mundial).”

A Argentina chegou ao Mundial como uma das favoritas, mas a surpreendente derrota de virada para a Arábia Saudita na estreia colocou o posto em xeque. O vexame inicial espalhou muitas brincadeiras com o principal jogador argentino: “Where is Messi?” (em português, Onde está Messi?). O craque respondeu em campo logo na segunda partida contra o México. O jogo estava complicado, mas ele conseguiu furar a retranca mexicana com um belo gol de fora da área. Foi o necessário para começar as demonstrações de idolatria.

Da tribuna de imprensa, um jornalista se transformou em torcedor e saiu correndo enlouquecido pelo local. Na sequência, olhou para os mexicanos e dizia: “Onde está Messi? Onde está Messi? Está aí, esse é Messi.” As arquibancadas passaram a gritar o nome do ídolo e fazer sinal de reverência, isso aconteceu durante todo o Mundial, inclusive após ele perder o pênalti contra a Polônia na última partida da fase de grupos. Ficava claro que finalmente Messi é amado e respeitado pelo seu povo. 

E nem sempre foi assim. Messi deixou a Argentina muito cedo e completou toda a sua formação como jogador na Espanha. Acostumados com o estilo polêmico de Diego Maradona, os hermanos não entendiam a versão silenciosa do atual camisa 10, que foge das polêmicas e que não era muito de falar dentro de campo, a não ser com a bola nos pés. Messi foi acusado de ser mais espanhol do que argentino, sofreu e conseguiu conquistar o respeito de um país que agora o coloca no mesmo patamar do ‘D10s’, que morreu há dois anos. O próprio hit da torcida fala em “terra de Diego e de Lionel”. 

No Catar, Messi marcou pela primeira vez em mata-mata de Copa do Mundo e, já que abriu a porteira, balançou a redes em todas as fases. O encantamento com o craque argentino era visível em todas as partes no Oriente Médio. Por exemplo, na coletiva de imprensa antes da estreia no Mundial, a única que obrigou os jornalistas a ficarem na fila foi a que teve Messi presente. Quando o nome do argentino foi anunciado na entrevista de melhor jogador da partida contra o México, uma voluntária da Fifa não conseguiu esconder a empolgação e procurou com o olhar uma colega na sala, e sorriu.

A magia de Messi também está com as crianças. Os filhos do craque estão vivendo intensamente o Mundial. Mateo, o herdeiro do meio, saiu do estádio chorando após a derrota para a Arábia Saudita e fazendo contas pela classificação. Após a passagem para a final, o menino de 7 anos apareceu vibrando em um dos registros postados pela mãe nas redes sociais. A adoração pelo jogador do PSG chega até as crianças brasileiras, que mudam a feição para falar do ídolo.

O título da Argentina pode ser difícil de ser digerido por uma geração influenciada por Galvão Bueno, que cresceu ouvindo que “ganhar é bom, mas ganhar da Argentina é ainda melhor”, mas é inegável que o futebol tinha uma dívida com Messi e que ele, mais do que ninguém, merecia realizar o seu sonho. Não existe agora nenhum motivo para questionar a presença de Lionel Messi entre os maiores nomes da história da modalidade ao lado de Pelé e Maradona.

"Messi se aproxima cada vez mais de Maradona no coração dos argentinos", avalia Alexandre Salvador:
Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade
Seu Terra












Publicidade