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Vergonha! Brasil de Diniz não vence a Venezuela em casa; atacantes do Real esquecem bom futebol em Madrid

Rodrygo e Vini Júnior erram em excesso, Neymar tem desempenho fraco, e o primeiro resultado negativo da seleção dinizista acontece

13 out 2023 - 00h59
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Neymar joga mal e parece não se adaptar à posição de terceiro meio-campo, pois fica longe dos atacantes e da área
Neymar joga mal e parece não se adaptar à posição de terceiro meio-campo, pois fica longe dos atacantes e da área
Foto: Futebol BR

Uma noite para esquecer. O título que resume a narrativa do filme? Terror na Arena Pantanal. Técnico interino da seleção brasileira, Fernando Diniz errou ao não dar mais consistência para o meio-campo, exposto com apenas dois (Casemiro e Bruno Guimarães) no setor. Por que não atuar com um terceiro meia? Com Neymar mais solto ao lado de Rodrygo e Vinícius Júnior. O camisa 10 poderia jogar mais próximo de uma dupla de atacantes. Neymar Júnior mostrou dificuldades físicas e técnicas atuando como terceiro meia de criação. Digo até que a equipe deveria voltar a um esquema mais clássico com apenas três no ataque. ‘Ney’ mais no último terço do campo (termo pedante, né), próximo da área, com um 9 e Vini ou Rodrygo. Isso mesmo! A escolha de Sofia: Vini ou Rodrygo. Diniz não gosta de jogar com dois pontas do mesmo lado? Então, Neymar e um dos jovens ‘craques’ do Real Madrid tabelando na direita ou esquerda. Aí, o terceiro atacante seria esse 9 que ainda está na nuvem, que ainda não se materializou com a Amarelinha, ou seja, que ainda se encontra em uma outra dimensão, em um multiverso dinizista.

Dei umas sugestões de Professor Pardal logo abaixo. 

Rodrygo, Vini Jr e Richarlison tiveram péssimas atuações no empate entre Brasil e Venezuela por 1 a 1. Bello marcou um golaço para a equipe adversária, e o golzinho brasileiro salvador foi de zagueiro de novo. Dessa vez, Gabriel Magalhães. Marquinhos salvou o Brasil na vitória por 1 a 0 sobre a seleção peruana na segunda rodada das eliminatórias para a Copa da América do Norte, em 2026.

Sobre o camisa 9 e o ataque de nervos do Brasil

Talvez, não seja a do Richarlison ser o homem de referência na área. Gosto muito do Pombo, pois, sem a bola, marca como um terceiro meio-campo. ‘Richa’ é mais aquele ponta de explosão e força.

A dupla do Real Madrid, Rodrygo-Vini, foi mal na partida válida pela terceira rodada das Eliminatórias. Não deu para entender porque a seleção brasileira, que, aliás, perdeu a liderança da competição para a Argentina, jogou quase sempre pelo lado esquerdo.

Um elogio está valendo

O jovem lateral-direito Yan Couto foi muito bem. Ele entrou no lugar do burocrático Danilo, que se transformou em um zagueiro central clássico na Juventus. Danilo não deu profundidade pela direita. Aliás, sentiu lesão e não estará em campo contra o Uruguai na quarta rodada da competição. Foi substituído pelo novato Yan, campeão mundial sub-17 em 2019, que deu a assistência para Lázaro, ex-Flamengo, marcar o gol do título.

No segundo tempo contra a Venezuela, Yan Couto fez bela jogada que terminou em lindo passe para Neymar na segunda etapa. ‘Ney’ perdeu a oportunidade inexplicavelmente.

O Pombo Richarlison saiu no segundo tempo. Gabriel Jesus entrou e mostrou mais mobilidade. Jesus pode atuar em qualquer posição do ataque. Jogou muito no Manchester City e brilha no Arsenal. No entanto, a fama com a maioria dos torcedores é ruim, pois Gabriel J. não fez gol em Copa ainda. Participou de uma edição e meia. Em 2022, Jesus se lesionou e foi cortado por Tite no meio da competição disputada no Catar. 

Ainda pensando sobre o 9

Existem cinco candidatos para a vaga de 9. Fora dessa convocação, pois se lesionou, o meia polivalente Joelinton é centroavante de origem. Pode jogar como a referência dentro da área quando a seleção tem a bola. Na hora de compor/completar o sistema defensivo, ‘Joe’ pode ficar como um terceiro volante. É um jogador versátil de verdade, pois tem pseudopolivalente, que joga mal em várias posições. Joelinton, que atua muito bem em várias funções, é muito inteligente taticamente. Consegue atuar da mesma forma como primeiro cabeça-de-área e até de ponta-esquerda. Esse iria encaixar de forma quase perfeita no esquema dinizista. Pois é.

Uma segunda opção é convocar e escalar o craque e artilheiro do Brasileirão, Tiquinho Soares. Jogador de muita experiência internacional e com excepcional repertório na armação e finalização. É habilidoso, técnico e protege bem a bola.

As outras opções? O trio jovem de camisas 9 formado por Marcos Leonardo, Vitor Roque e Endrick.

Defeitos do dinizismo

Estou me repetindo, mas creio que Fernando Diniz demorou a mexer. André e Gerson entraram muito tarde. Raphael Veiga poderia substituir alguém no segundo tempo. Faltou mais consistência no meio-campo com apenas dois: Casemiro e Bruno Guimarães. O 4-2-4, que se transforma em um 4-2-1-3 (leitoras e leitores, desculpem o ‘tatiquês’ chaaaaaaaaaaaato), deixa um buraquinho, às vezes, um buracão, entre meio-campo e ataque. Dessa forma, perdendo o domínio. Aliás, o Brasil perdeu muito o ritmo durante os dois últimos jogos das Eliminatórias. Um probleminha do dinizismo, que dá para consertar logo. Acho.

Foi a segunda vez que a seleção brasileira empatou com a Venezuela em 19 jogos. Fernando Diniz, quero deixar claro que sou fã dele, decidiu errado em vários momentos contra a Venezuela e contra o Peru. O técnico interino da seleção precisa convocar uma equipe diferente. Muitos atletas ainda são nomes ligados à fase de Tite. Onde está a ousadia dinizista? Bello, da Venezuela, agradeceu, fez um golaço e deixou o treinador Diniz pressionado na seleção brasileira pela primeira vez.

P.S.: Eu vou atualizar e melhorar (na medida do possível) esse texto durante a sexta-feira. Aguardem e confiram como diria Didi Mocó, brilhante personagem do humorista Renato Aragão.

Ô, PSIT! Abraços boleiros. Hoje não tem abraço dinizista não.

Fonte: PV Ferreira PV Ferreira é editor e jornalista esportivo com experiência em coberturas do futebol brasileiro, sul-americano e europeu, além das modalidades olímpicas e paralímpicas. As visões do colunista não representam a visão do Terra.
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