Hoje, 2 de julho de 2014, os culpados de sua morte estão livres.
Por ter marcado um gol contra na Copa do Mundo de 1994, Escobar foi vítima de agressões verbais quando estava com alguns amigos em um bar de Medellín. Os insultos continuaram quando ele foi ao estacionamento.
Ali, Humberto Muñoz se aproximou, sacou sua arma, e, sem pensar, disparou seis vezes contra o corpo do jogador. Muñoz era segurança dos irmãos Pedro e Santiago Gallón Henao, conhecidos por seus respectivos históricos policiais.
Depois do crime, Muñoz disse à polícia que sua arma havia sido furtada e que não havia sido ele quem disparou. No entanto, havia vários depoimentos que o culpavam.
Apesar disso, passados 20 anos, nenhum dos acusados está atrás das grades.
Muñoz foi condenado a 43 anos de cadeia. No entanto, após cumprir uma parte da pena, ficou livre em outubro de 2005.
Por sua vez, os irmãos Gallón Henao foram condenados a 15 meses por acobertarem o crime. Porém, após pagarem fiança de 1 milhão de pesos, ficaram livres.
Um tempo depois, Santiago Gallón foi condenado por financiar grupos paramilitares associados com o grupo de Vicente Castaño, ex-líder paramilitar local. No entanto, não por um dos crimes que mais doeram nos colombianos.
Andrés Escobar nasceu em 13 de março de 1967. Desde sua infância, mostrou grande paixão pelo futebol, o que o levou a jogar pela equipe do colégio onde estudou
Foto: Terra
Andrés Escobar chegou ao Nacional de Medellín em 22 de abril de 1985 para atuar pela segunda divisão colombiana. Neste mesmo ano, foi convocado para a seleção de Antioquia (uma das províncias do país). Em 22 de março de 1987, diante do Cúcuta, estrou na primeira divisão profissional.
Foto: Terra
Seu primeiro gol pela seleção profissional foi marcado em cima do goleiro inglês Peter Shilton, no antigo Estádio de Wembley, em um amistoso entre Colômbia e Inglaterra no dia 24 de maio de 1988.
Foto: Getty Images
No Campeonato Colombiano, marcou em um jogo no qual o Nacional venceu o Unión Magdalena por 2 a 0, em 18 de junho de 1988. Foram 17 gols ao longo da carreira.
Foto: Terra
Escobar fez parte do grupo que ganhou a Copa Libertadores em 1989. Depois, jogou a Copa América no Brasil no mesmo ano. No primeiro semestre de 1990, foi empresatado ao Young Boys, da Suíça.
Foto: Getty Images
Andrés Escobar vistió los colores de la Selección Colombia durante el Mundial jugado en Italia en 1990. Posteriormente regresó a Atlético Nacional, equipo dónde permaneció hasta el último día de su vida.
Foto: AFP
En 1991, foi novamente campeão com o Nacional de Medellín. Em 1993, sofreu uma ruptura de ligamento no joelho direito.
Foto: Getty Images
Ainda que não tenha participado das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2014, foi convocado pelo técnico Francisco Maturana para disputar a competição
Foto: Getty Images
Em 26 de junho de 1994, Escobar jogou a última partida de sua carreira no Estário Stanford, no jogo em que a Colômbia venceu a Suíça. Antes desta partida, o zagueiro marcou um gol contra na partida em que a Colômbia perdeu para os Estados Unidos por 2 a 1.
Foto: Getty Images
Andrés Escobar morreu em 2 de julho de 1994 na cidade de Medellín. As circunstâncias de sua morte estiveram rodeadas por especulações, uma vez que o assassinato foi atribuído a apostas ilegais e ligações com narcotraficantes.
Foto: AFP
A morte de Andrés Escobar comoveu a Colômbia e o mundo do futebol, que sempre admiraram sua elegância em campo; o estilo valeu a ele o apelido de "Cavalheiro do Futebol".
Foto: Getty Images
Em homenagem ao jogador, a partir de 2006, foi criado o Mundial de Futebol de Rua "Andrés Escobar. O primeiro torneio foi realizado na Alemanha, e o título ficou com o Quênia. O troféu leva a imagem de Escobar.
Foto: Terra
O Nacional apontou Andrés Escobar como um dos jogadores mais importantes da história do clube. Seu irmão, Santiago, virou treinador e conquistou dois títulos nacionais com o clube.