De 2026 a 2030: o tabuleiro de Ancelotti para a super Data Fifa
Às vésperas da primeira convocação pós-Copa, técnico italiano se debruça sobre o desempenho dos brasileiros na Europa antes de definir os nomes
De olho no ciclo para a Copa de 2030, Carlo Ancelotti prepara a convocação do Brasil para a Data Fifa equilibrando nomes consagrados e renovação. Raphinha desponta como protagonista em grande fase no Barcelona, enquanto Vini Jr mantém prestígio no Real Madrid apesar de oscilações recentes. O treinador também monitora atletas na Inglaterra e na Turquia, abrindo espaço para jovens como Estêvão, João Pedro, Andrey Santos e Gabriel Sara iniciarem o processo de oxigenação da equipe canarinho.
O futebol não aceita o vácuo, e o ciclo para 2030 já é realidade no cotidiano de Carlo Ancelotti. Às vésperas da primeira convocação pós-Copa do Mundo, agendada para quarta-feira (9), o técnico italiano se debruça sobre o desempenho dos atletas brasileiros na Europa antes de definir os nomes para a "super Data Fifa" de setembro e outubro.
O Brasil medirá forças contra Austrália, em dois confrontos, e Índia. A expectativa gira em torno do equilíbrio cirúrgico entre remanescentes da eliminação nas oitavas de final da Copa de 2026 e o inevitável processo de oxigenação do elenco.
No topo da lista de certezas, Raphinha vive o melhor momento da carreira sob o comando de Hansi Flick no Barcelona. Reinventado taticamente em função mais centralizada — atua quase como um falso '9' —, o atacante voltou a balançar a rede na goleada por 5 a 0 diante do Valencia. Assim, alcançou a marca impressionante de seis gols em apenas quatro jogos no Campeonato Espanhol.
Além da veia artilheira, Raphinha se tornou peça-chave na pressão defensiva do time catalão, despontando como o protagonista brasileiro neste início de temporada europeia e o nome mais forte para liderar o novo ataque verde-amarelo.
Por outro lado, nem todos os pilares de Ancelotti tiveram um fim de semana memorável.
No Real Madrid, Vini Jr viveu uma jornada atípica ao cair com a equipe merengue diante do Betis. Irreconhecível no um contra um, o camisa 7 ainda desperdiçou uma oportunidade inacreditável sem goleiro. Apesar da fraca atuação, contudo, o prestígio do atacante — com um gol e duas assistências neste início de La Liga — segue inabalável no planejamento da Seleção.
Ancelotti: cenário de contrastes se estende
A Inglaterra também trouxe um cenário de contrastes para os planos da comissão técnica. No Chelsea, o jovem Estêvão, que foi ausência na Copa-2026 por lesão muscular, segue em busca de seu espaço sob a batuta de Xabi Alonso. Entrou quando o clássico contra o Arsenal já entrava na reta final. E, em único lance de brilho, exigiu defesaça do goleiro David Raya ao arrematar cruzado.
Do lado vencedor do dérbi de Londres, Gabriel Magalhães atuou os 90 minutos com segurança. Já Bruno Guimarães, a contratação mais impactante do mercado, assistiu à partida do banco de reservas, ainda em processo de transição física após sofrer uma contusão na estreia pela Premier League 2026/27.
Por fim, o olhar atento de Ancelotti para o futuro deve abrir portas para quem bateu na trave do último Mundial em solo norte-americano.
A tendência de renovação ganha força com nomes como João Pedro, que iniciou a jornada no Chelsea em ritmo acelerado. A saber, são dois gols e duas assistências em quatro partidas. O atacante ganha a companhia de Andrey Santos, que busca afirmação em sua nova etapa no Manchester United, e de Gabriel Sara, consolidadíssimo como referência técnica do Galatasaray na Turquia.
O trio, portanto, lidera a fila da nova geração e surge como o símbolo mais evidente de uma Seleção que precisa recomeçar.
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