Brasil enfrenta Haaland e a maldição da Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo
Faz décadas que o Brasil acumula vitórias na Copa do Mundo como se fossem pedras preciosas, mas neste domingo, em Nova Jersey, enfrenta um adversário que teimosamente se recusa a se juntar à lista: a Noruega.
A seleção pentacampeã jogará contra Erling Haaland, Martin Odegaard e uma seleção norueguesa que é a única contra a qual o Brasil já jogou e nunca venceu.
Desde o primeiro encontro, em 1988, as duas seleções se enfrentaram quatro vezes. O Brasil empatou duas e perdeu duas, incluindo uma derrota por 2 x 1 na Copa do Mundo de 1998, quando Bebeto marcou para os sul-americanos, antes de Tore Andre Flo e Kjetil Rekdal responderem para a Noruega.
O Brasil ainda liderou aquele grupo, mas a mágoa histórica permanece. Noruega, Hungria e Portugal são as únicas nações que o Brasil já enfrentou em uma Copa do Mundo sem registrar pelo menos uma vitória.
Agora, a Noruega chega cheia de esperança e com um centroavante, Haaland, que é um dos melhores do mundo.
A equipe de Stale Solbakken terminou em segundo lugar no Grupo I após rodar quase todo o seu time titular contra a França na terceira rodada, porque já havia garantido uma das duas primeiras posições com vitórias consecutivas.
A aposta parece ter dado certo. A Noruega derrotou a Costa do Marfim por 2 x 1 nos 16 avos de final, a primeira vitória da seleção escandinava na fase eliminatória de uma Copa do Mundo, após eliminações anteriores para a Itália em 1938 e 1998.
Solbakken era jogador daquela seleção há 28 anos e agora, como técnico, tem a chance de levar a Noruega às quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez. Com 17 vitórias e apenas três derrotas nos últimos dois anos, sua equipe vem em uma fase boa o suficiente para deixar o Brasil em alerta, mesmo antes de Haaland começar a causar estragos.
"Haaland é um grande jogador e já demonstrou isso em várias ocasiões, tanto quando estava na Alemanha quanto agora na Inglaterra. Temos uma relação saudável", disse o atacante brasileiro Matheus Cunha em entrevista coletiva nesta quinta-feira.
Os dois já se enfrentaram no Campeonato Inglês, no qual Haaland joga pelo Manchester City e Cunha pelo rival United.
"Mas temos que nos concentrar na equipe como um todo porque eles têm outros jogadores perigosos - muitos dos quais também atuam na Inglaterra -, o que torna a Noruega um dos adversários mais difíceis que poderíamos enfrentar nesta fase", acrescentou Cunha.
O Brasil também vem ganhando embalo desde o empate em 1 x 1 com Marrocos na estreia.
Vinicius Jr., Cunha e Bruno Guimarães estão em ótimo momento, mas o técnico Carlo Ancelotti agora precisa resolver um quebra-cabeça no meio-campo após Lucas Paquetá sofrer uma lesão na coxa na vitória do Brasil por 2 x 1 sobre o Japão nos 16 avos de final.
O atacante do Arsenal Gabriel Martinelli, que marcou o gol da vitória contra o Japão, é o favorito para começar no lado esquerdo da formação em losango de Ancelotti.
Também houve boas notícias para o Brasil nesta sexta-feira. Raphinha voltou aos treinos após duas semanas afastado devido à lesão na coxa sofrida no primeiro tempo da vitória na fase de grupos contra o Haiti. Ele provavelmente estará à disposição.
Além de Neymar, que também voltou a estar à disposição, a recuperação de Raphinha dá ao Brasil uma opção ofensiva mais experiente para a fase eliminatória. Ancelotti tem um verdadeiro dilema de escalação antes de o Brasil tentar prolongar sua trajetória na Copa do Mundo.
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