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NBB

Presidente da CBB paga do bolso salário do técnico do Brasil

Aleksandar Petrovic está na Croácia e espera o visto de trabalho para voltar ao País e cumprir função para qual foi contratado

30 mai 2018
08h06
atualizado às 08h36
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A final do NBB (Novo Basquete Brasil) entre Paulistano e Mogi das Cruzes está em andamento e Aleksandar Petrovic, técnico da seleção brasileira masculina, está na Croácia. Ele aguarda o visto de trabalho para voltar ao País para fixar residência e oficializar o acordo para comandar o Brasil. Até aqui, o salário do croata foi pago pelo presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Guy Peixoto.

O salário do técnico será de aproximadamente R$ 40 mil mensais
O salário do técnico será de aproximadamente R$ 40 mil mensais
Foto: Fiba

Sem um patrocinador máster e não tendo como comprovar os pagamentos ao treinador neste primeiro momento para utilizar o repasse do Comitê Olímpico do Brasil (COB) pela Lei Agnelo/Piva, o dirigente se viu pressionado e, assim como fez quando assumiu o cargo há um ano, colocou dinheiro do próprio bolso para que o técnico pudesse iniciar o trabalho.

A contratação de Petrovic foi anunciada em outubro. Ele comandou o Brasil em quatro jogos pelas eliminatórias das Américas para o Mundial, com quatro vitórias. A próxima janela da competição será disputada entre o final de junho e começo de julho. A seleção entra em quadra contra a Venezuela, dia 29, em Caracas, e dia 2, em Medellín, diante da Colômbia.

Pedidos ao Ministério do Trabalho

A CBB espera resolver em breve o problema do visto para que Petrovic possa exercer sua função. A entidade já encaminhou três pedidos ao Ministério do Trabalho. O atual processo de número 47039.003931/2018-23, em pesquisa no sistema Migranteweb, está com o status "em exigência", o que significa ausência de documentos.

As exigências são para apresentação de "novo formulário de requerimento de autorização de residência", já que o primeiro processo foi cancelado, e "comprovação de experiência de no mínimo quatro anos no exercício da profissão que seja compatível com a função a ser exercida no Brasil, devidamente apostilada."

O prazo para o cumprimento das exigências é de 30 dias e termina em 25 de junho. A CBB corre contra o tempo para preparar os documentos e enviá-los ao técnico na Croácia e, em seguida, recebê-los de volta para enviar ao Ministério do Trabalho.

Petrovic conseguiu trabalhar nos três jogos realizados no Brasil - em 27 de novembro de 2017, no Rio, diante da Venezuela, e 22 e 25 de fevereiro deste ano, contra Chile e Colômbia, em Goiânia, - com um visto válido até 28 de fevereiro. A autorização saiu no dia do jogo contra os venezuelanos, quando o treinador foi até Puerto Iguazú, na Argentina, para obtê-la.

A entidade fez uso do processo número 47039.009516/2017-01, que apresentou o status "deferido condicionado", que indica ausência de documentos para aprovação definitiva, em 23 de novembro de 2017, para conseguir o visto. O processo, no entanto, foi cancelado no dia 28 de janeiro deste ano. Questionado pelo Estado se Petrovic teria ficado em situação irregular, o Ministério do Trabalho não se posicionou.

A CBB alega que seguiu todos os trâmites corretamente e que não foi avisada à época do cancelamento do processo. A entidade encaminhou um segundo pedido, em 3 de março deste ano, número 47039.003689/2018-98, que foi indeferido dois dias depois. O pedido em curso ocorreu em 7 de março.

Ausência na final do NBB justificada

Mesmo sem visto para exercer suas funções no Brasil, segundo o diretor executivo da CBB, Marcelo Pará, a ausência de Petrovic no período das finais do NBB estava acertada há algum tempo devido a compromissos particulares.

Diretor sênior de operações, Ricardo Trade, o Baka, diz que o técnico está acompanhando os jogos à distância, sem qualquer ônus para o trabalho com a seleção. Ele reforça que o croata está em contato quase que diário com os seus auxiliares, Cesar Guidetti e Bruno Savignani. "A presença dele neste momento não é necessária. A próxima janela de jogos será apenas em junho", justifica Baka.

Assim que o visto sair, o croata se mudará de vez para o Brasil, fixa residência em Campinas e cumprirá os três anos de contrato. O salário será de aproximadamente R$ 40 mil mensais, bem inferior ao pago para Rubén Magnano (R$ 130 mil).

Estadão

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