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Flamengo é campeão da Champions League Américas

Na Nicarágua, rubro-negro bate Real Estelí e conquista título invicto da BCLA

14 abr 2021 00h44
| atualizado às 11h35
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Nesta terça-feira (13) à noite, no Ginásio Poliesportivo Alexis Argüello, em Manágua, na Nicarágua, o Flamengo venceu os anfitriões Real Estelí por 84 a 80 e sagrou-se campeão da atual edição da Basketball Champions League Américas (BCLA), competição equivalente à Libertadores no futebol que inclusive garante ao time brasileiro uma vaga no Mundial Interclubes de Basquete. Invicto no torneio, o rubro-negro finalizou a campanha com oito vitórias em oito jogos. Campeão da Liga das Américas em 2014, o time carioca volta a trazer a América para o Brasil, mesmo sem poder contar com Franco Balbi, Chuzito Gonzaléz e Olivinha na decisão, o que torna o título do Flamengo ainda maior.

Rafael Hettsheimeir - Flamengo x Real Estelí
Rafael Hettsheimeir - Flamengo x Real Estelí
Foto: Divulgação / BCLAmericas / Jumper Brasil

O pivô Rafael Hettsheimeir, cestinha do rubro-negro na grande final com 21 pontos, foi eleito o MVP do torneio. Decisivo, o jovem armador Yago Mateus chamou a responsabilidade e foi um dos principais responsáveis pelo título do Flamengo. Gigantesco no segundo tempo, o jogador de 22 anos destacou-se ao anotar 16 pontos ao longo dos quarenta minutos. Defensivamente, Rafael Mineiro e Luke Martinez foram excepcionais. O mexicano, por sua vez, também contribuiu ofensivamente anotando 12 pontos.

Pelo Real Estelí, Jezreel de Jesus foi o cestinha com 23 pontos. Estrela do time da Nicarágua, o porto-riquenho brilhou nesta edição da Basketball Champions League Américas (BCLA). Javier Mojica (16 pontos), Alexander Franklin (14 pontos) e Renaldo Balkman (13 pontos) foram outros destaques dos vice-campeões da América.

No primeiro quarto, as duas equipes começaram na mesma intensidade, intercalando continuamente entre erros e acertos. O início do duelo também contou com diversas trocas no marcador. No entanto, o divisor de águas foi Jezreel de Jesus, principal jogador do Real Estelí, que destacou-se nos minutos iniciais com uma amostra de todo seu arsenal ofensivo. Aproveitando com efetividade os erros do Flamengo, os donos da casa aumentaram o ritmo, acelerando por completo o jogo e construindo ótimas oportunidades no jogo de contra-ataque durante a primeira metade do período. Mesmo diante de uma qualidade individual impressionante de Jezreel de Jesus, o Flamengo evoluiu ofensivamente e não permitiu que os nicaraguenses abrissem uma larga vantagem. Liderados pela dupla Rafael Hettsheimeir e Luke Martinez, referências do time rubro-negro nos dois lados da quadra nesta terça-feira (13), os comandados de Gustavo de Conti reagiram após um bom tempo técnico solicitado pelo treinador e encostaram no placar. Ao fim de dez minutos de um alto nível de basquetebol, o Real Estelí venceu a parcial do quarto por 25 a 24.

Já no segundo quarto, o rubro-negro assumiu a ponta do placar logo no primeiro minuto. Diante disso e percebendo a queda de desempenho do time da Nicarágua, o técnico David Rosario rapidamente pediu um tempo técnico para organizar sua equipe e evitar uma boa sequência flamenguista. Após a parada, o Real Estelí retornou à quadra com De Jesus, mas o pontuador porto-riquenho enfrentou dificuldades e logo voltou para o banco de reservas. O jogo acelerado do quarto inicial foi substituído por confrontos truncados e, em certos momentos, favoráveis ao Flamengo, sobretudo devido à qualidade defensiva de Rafael Mineiro, fundamental taticamente no segundo período. No perímetro, Marquinhos e Luke Martinez aumentaram a produção ofensiva dos cariocas, consolidando uma boa fase no embate e chegando a colocar oito pontos de vantagem no marcador, aproveitando-se de erros cruciais de Jeleel Akindele. Extremamente dependentes de Jezreel de Jesus para pontuar e com um falho jogo coletivo, os anfitriões cometeram muitos erros ao longo dos dez minutos e colecionaram momentos não conseguindo sequer completar um ataque. Com destaque exclusivamente para o bom trabalho defensivo, o Flamengo foi ao intervalo vencendo por 7 pontos: 44 a 37.

Retornando para o segundo tempo, o Flamengo seguiu com a mesma intensidade apresentada nos 20 minutos iniciais, utilizando o backdoor e infiltrando com agressividade. Experiente, o ala Marquinhos pintou como destaque nos primeiros minutos do terceiro quarto. Real Estelí, por sua vez, viu a estrela Jezreel de Jesus voltar a pontuar, mas o jogo coletivo dos comandados de David Rosario estava longe de ser efetivo. Ainda na metade inicial do período, o time de Gustavinho se organizou e emplacou uma corrida de 14 a 3, colocando o rubro-negro na frente do placar: 60 a 46. Na sequência, o técnico dos donos da casa aproveitou um bom tempo técnico para corrigir sua equipe, que retomou com um bom basquete após a pausa solicitada, diminuindo, mesmo que em pequena escala, a superioridade flamenguista, principalmente graças a bolas importantes de Javier Mojica, pouco participativo no decorrer do duelo. O clube nicaraguense, que chegou a estar perdendo por 14 pontos, voltou a ter somente sete pontos de desvantagem, deixando o jogo em aberto com um placar de 67 a 60 favorável aos brasileiros.

O período final começou com o Real Estelí novamente acelerando o jogo e, desta vez, colocando fogo no Ginásio Poliesportivo Alexis Argüello ao diminuir a vantagem para somente um ponto após uma corrida de 7-1. Na jogada seguinte, o armador flamenguista Yago, que não fazia boa partida, encontrou espaço e converteu uma bola de três pontos essencial, jogando um balde de água fria nos adversários. Surpreendentemente, o jogo coletivo dos nicaraguenses tornou-se um ponto positivo para a reação da equipe, com Jared Ruiz assumindo o protagonismo. Restando pouco menos de quatro minutos para o fim da decisão, o jogo ficou extremamente nervoso o Mojica, quente no segundo tempo, virou o jogo para o Real com uma bola tripla excepcional, explodindo o ginásio em Manágua, embalado pela reação dos anfitriões. Inteligente, Gustavo de Conti solicitou um tempo técnico e montou o Flamengo para conter o bom momento ofensivo do adversário. A partida, consequentemente, virou um duelo de defesas. Ofensivamente, o menino de ouro Yago Mateus voltou a ser decisivo com uma bola crucial no clutch time. No minuto final, o Real Estelí tentou, mas parou na forte e consistente defesa flamenguista. Com a posse final, o gigantesco Yago sofreu a falta, converteu os dois lances livres e colocou o Mengão na frente por 5 pontos à 21 segundos do fim. Apoiados por milhares de torcedores, os donos da casa lutaram, mas o Flamengo não desperdiçou as oportunidades e conquistou o título da segunda edição da Basketball Champions League Américas.

Minas 75 x 58 São Paulo

Antes da grande decisão, Minas e São Paulo se enfrentaram em busca de uma vaga no pódio da Basketball Champions League Américas (BCLA). Na disputa pelo terceiro lugar da competição, as duas equipes brasileiras protagonizaram um confronto extremamente truncado e equilibrado, que contou com trocas constantes no marcador, sobretudo nos vinte minutos iniciais. O primeiro tempo do duelo, marcado por um alto número de erros e um baixo desempenho ofensivo de ambos os times, foi abaixo das expectativas. Diante da presença de grandes nomes de garrafão, como Lucas Mariano e JP Batista, a primeira metade do embate concentrou-se, em sua maioria, na área pintada.

Na volta do intervalo, o tricolor paulista, comandado por Cláudio Mortari, seguiu cometendo os mesmos erros do primeiro tempo, que inclusive também haviam sido cometidos diante do Flamengo no último domingo (11). Sem intensidade e com baixa concentração, o São Paulo não conseguiu elevar o nível de seu basquete na segunda metade da partida e viu o time de Léo Costa abrir vantagem. Minas, por sua vez, manteve a dominância no garrafão e aumentou o aproveitamento, assim consolidando ótimos números ofensivos no terceiro período. Em um ritmo digno de decisão pelo terceiro lugar da BCLA, os mineiros foram consistentes e garantiram o triunfo sobre a equipe são-paulina por 75 a 58.

Cestinha do Minas na partida, o ala David Jackson cresceu nos momentos decisivos e finalizou a vitória com 14 pontos. Além dele, JP Batista (11 pontos), Rafa Moreira (11 pontos) e David Nesbitt (10 pontos), três dos quatro jogadores de garrafão do time de Léo Costa, combinaram para 32 dos 75 pontos minastenistas. Coletivamente, a equipe de Belo Horinzonte brilhou na área pintada, coletando 53 rebotes e aproveitando 55% dos arremessos de dois pontos tentados. Contudo, o desempenho no perímetro foi ruim (17% de aproveitamento), mas obviamente não custou o resultado positivo. Vale destacar que o armador Luciano Parodi novamente foi desfalque.

Já o São Paulo foi novamente liderado pelo armador Georginho de Paula, maior pontuador da partida com 17 pontos. Como de praxe, a estrela do tricolor paulista também contribuiu com oito rebotes. Ao longo dos quarenta minutos, o atual MVP do NBB foi o único destaque sólido da equipe comandada por Cláudio Mortari, mas Shamell, mesmo silenciado, finalizou o revés com 13 pontos. O jogo coletivo do time são-paulino simplesmente não funcionou. Dominado pelo Minas em todos os quesitos, o clube paulista não conseguiu impor seu ritmo de jogo e colecionou números ruins.

Jumper Brasil
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