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Testes de pilotos da Alpine: a novidade do passado na F1

A Alpine começa os testes na Hungria para escolher seu piloto para a temporada 2023. Embora soe estranho, não é algo novo...

20 set 2022 - 11h46
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A Alpine avalia opções para a titularidade em 2023 caso a opção Gasly não venha
A Alpine avalia opções para a titularidade em 2023 caso a opção Gasly não venha
Foto: Alpine F1 / Divulgação

Por conta das férias “forçadas” pelo cancelamento do GP da Rússia, o fluxo da F1 reduziu e chamam a atenção agora as notícias que chegam por conta dos testes que a Alpine começaram na Hungria para auxiliar na escolha de seu piloto titular. O caso Piastri ainda reverbera...

Nyck De Vries, Antonio Giovinazzi e Jack Doohan foram escalados para andar no carro de 2021… em tempos de realities shows, este processo acaba ganhando ares de disputa. Só que algo do tipo não é necessariamente novo na F1.

Em tempos de testes cada vez mais restritos, caso este modelo de atividade realmente venha a acontecer, é um retorno a um modelo que víamos anos atrás. As equipes reuniam potenciais pilotos para ver como eles reagiam ao carro, relacionamento com a equipe, como transmitir informações....

Trazendo aos dias de hoje, pilotos pertencentes às academias de formação das equipes tem este tipo de oportunidade. Normalmente, é feito um trabalho de preparação física, participação em reuniões técnicas, tempo em simulador..., Mas este formato é usado bastante para avaliação de jovens pilotos para a definição de quem seria escolhido para ser desenvolvido.

Voltando ao ponto inicial. Vendo a história da F1, por diversas vezes vimos pilotos sendo escolhidos através destes testes comparativos. Temos dois casos envolvendo brasileiros: Emerson Fittipaldi passou por avaliação com Reine Wisell em 1970 pela Lotus; A clássica sessão da Brabham em Paul Ricard em 1983, quando vários pilotos, incluindo Ayrton Senna, andaram no BT53 tendo Nelson Piquet como referência. Outro foi a definição do posto de piloto de Williams para 2000, com disputa entre Bruno Junqueira e Jenson Button. O brasileiro tinha o apoio da Petrobras e o inglês já contava com a questão patriótica. No fim, o resultado sabemos...

Dos nomes que aparecem, De Vries soa como uma opção mais sólida e promissora, caso a opção Gasly não se materialize. Doohan seria uma valorização da Academia, que está em discussão não é de hoje e que o episódio Piastri significou uma perda enorme de confiança no processo. Os critérios ficarão fechados para o público, mas não deixa de ser curiosa este tipo de avaliação. Afinal de contas, o que vale no fim é ver como o piloto vai reagir na pista e com a equipe.

Parabólica
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