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Ross Brawn vê chance da Fórmula 1 com motores elétricos "em dez anos"

10 ago 2018
09h01
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Desde que assumiu o comando das operações da Fórmula 1, o grupo americano Liberty Media tem como uma de suas prioridades tornar a categoria mais atraente e aumentar o engajamento do público em relação ao evento, nem que para isso precise promover mudanças drásticas na estrutura do carro. Uma delas, segundo Ross Brawn, pode ser a implementação de motores elétricos em um médio prazo.

Durante um fórum com fãs, o diretor técnico da F1 admitiu que os motores híbridos implementados em 2014 podem ser substituídos nos próximos anos. Porém, não antes de 2021, quando o sistema de motores deve ser mantido mesmo diante das grandes modificações no regulamento. De acordo com Brawn, a categoria tem que evoluir para o sentido que os fãs e o mercado desejam.

"A Fórmula 1 vai evoluir na direção em que encontre um equilíbrio entre o esporte, a relevância e o engajamento com os torcedores. Se dentro de cinco ou dez anos houver uma necessidade ou um desejo de mudança na unidade de potência, vamos promovê-las. Não há nada que nos impeça de ter carros elétricos de Fórmula 1 no futuro", disse o dirigente, que ponderou as possíveis mudanças em comparação com a Fórmula E, totalmente elétrica.

"A F1 é o ponto alto do automobilismo, pelas velocidades que fazemos, a qualidade dos pilotos e as equipes que temos. Se for necessário mudar daqui alguns anos para uma fonte de energia diferente, seja elétrica ou não, vamos fazer para tornar mais atraente e conseguimos evoluir dentro de nossas ideias. Eu não vejo a Fórmula 1 sendo liderada por motores de combustão interna para sempre. Quem sabe podemos mudar…", ressaltou Brawn.

Apesar do avanço nas últimas temporada, o vitorioso diretor não acredita que a Fórmula E possa ser posta a prova ou se torne uma ameaça para a F1. Segundo Brawn, o apelo da principal categoria automobilística do mundo ainda é muito maior que as concorrentes e as diferenças técnicas ainda são um empecilho para a competição de base elétrica.

"Temos de respeitar o que a Fórmula E está fazendo e alcançando. Mas se você olhar para a magnitude dos dois, não são realmente comparáveis. Em relação à quantidade de fãs que temos e o apelo da Fórmula 1, a Fórmula E ainda é muito pequena. No momento eles não entregam o espetáculo, e, com todo o respeito, se você for a uma corrida de Fórmula E, é uma categoria bastante nova", finalizou Ross Brawn.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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