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OPINIÃO: "Na Fórmula 1, a culpa sempre cai sobre o elo mais fraco"

4 dez 2014 - 16h32
(atualizado às 16h43)
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POR LUIS FERNANDO RAMOS - Correspondente do LANCE! na Fórmula 1 - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou nesta quarta-feira um resumo do documento com conclusões das investigações do acidente do francês Jules Bianchi no último GP do Japão. O piloto não teria diminuído a velocidade consistentemente com as bandeiras amarelas

duplas agitadas no local da batida e um dispositivo de segurança que poderia ter diminuído a velocidade do impacto não funcionou no carro da Marussia.

O procedimento de resgate da Sauber de Adrian Sutil, que colocou um guindaste na pista no qual Bianchi acabou se chocando, foi correto, de acordo com o texto.

Momento em que a Marusia de Bianchi atinge o trator (Foto: Reprodução TV)Basicamente, a conclusão é que a responsabilidade maior é do piloto e de uma falha mecânica no carro da equipe. Infelizmente, o documento omite algo ainda mais relevante: o francês agiu naquele momento como a maioria dos outros pilotos, orientados por suas equipes.

É uma questão de cultura: como a regra previa apenas um tempo predeterminado de volta para ser cumprido atrás do Safety Car, as equipes costumam orientar seus pilotos a tirarem o pé no início da volta, atingindo a diferença necessária para cumprir este tempo, para andar em ritmo mais elevado no restante dela – o que pode incluir o trecho sob bandeira amarela. É o pensamento de tentar levar o máximo de vantagem possível o tempo inteiro que permeia as equipes da F-1, mesmo que isso ocorra em detrimento à segurança.

Ainda que não tenha admitido esta questão cultural dos times da categoria no documento, a FIA busca solucionar a questão ao sugerir uma regra que imponha um limite de velocidade no trecho da pista em que as bandeiras amarelas duplas são agitadas. Outro ponto relevante é a sugestão de que as provas que não são noturnas tenham suas largadas obrigatoriamente quatro horas antes do anoitecer, o que afetaria pelo menos quatro corridas no ano: Austrália, Malásia, China e Japão.

Nisso reside outra inconsistência da FIA. Ao apenas sugerir regras, ela confirma estar refém das decisões do chamado Grupo Estratégico da Fórmula 1. Assim, a Federação não age mais como entidade reguladora independente e se vê obrigada a atuar de mãos atadas em assuntos importantes, como a crise político-econômica que ameaça a existência de muitas das equipes do grid atual.

[[GAL:LANPGL20141009_0010]]

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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